Pastor Valtemir Ramos: A Enfermidade e o sofrimento
A enfermidade e o sofrimento sempre estão entre os graves problemas humanos, pois na doença o homem experimenta sua impotência e sua finitude
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É preciso confiar em Deus e encarar a realidade
Muitos, hoje em dia, chegam a ver a dor como um erro divino; e que sem ela seria mais viável para acreditar em Deus. Assim foi com Philip Yancey, mas ao visitar um leprosário notou que lá não existia dor física e, doravante, tantos doentes deformados. Isso mudou sua concepção. Ele vai continuar dizendo, que, sem os sinais da dor, a maioria dos esportes seria demasiadamente perigosa. Enfim, a dor é essencial à preservação da vida humana neste planeta e que a rede de milhões de sensores existentes por todo corpo humano é um exemplo irrefutável da competência de Deus (YANCEY, 2003, p.14-18).
A enfermidade e o sofrimento sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana. Na doença, o homem experimenta sua impotência, seus limites e sua finitude. A enfermidade pode levar a pessoa à angústia, a fechar-se sobre si mesma e, às vezes, ao desespero e à revolta contra Deus. Também pode tornar a pessoa mais madura e ajudá-la a discernir em sua vida o que é, e o que não é essencial. Daí, sempre precisamos pensar sobre esta realidade, ou as realidades por que passam as vidas.
Por exemplo, antes de reclamar, deveríamos, pelo menos, ir a quatro lugares, enquanto estamos vivos aqui na terra, como num hospital, onde se contempla a dor e sofrimento; num cemitério, onde se ver que a vida é transitória; num presídio, onde se ver o quanto é triste ficar sem liberdade, enclausurados anos e mais anos; num manicômio, as pessoas com problemas mentais ficam isoladas, afastadas do convívio social com o intuito de serem intensamente tratadas de seus transtornos psiquiátricos.
O sofrimento humano é algo que transcende o tempo, é claro e evidente que o sofrimento veio por meio do pecado, o qual afetou toda a raça humana (Gn 3:1-12; Rm 5:12).
O Dr. Hernandes D. Lopes ratifica que a diferença entre um crente e um ateu não se revela nas circunstâncias; o crente fica doente, desempregado e enlutado do mesmo jeito que um não crente (LOPES, 2002, p.16).
Precisamos pensar muito sobre essas realidades, pois, todos nós estamos fadados a passar por momentos bons, como por momentos ruins. Certo dia estive conversando com um doutor, um grande docente de uma grande universidade, o qual me falou que não acreditava em Deus, e aí, perguntei, mas se caso um dia lhe sobreviesse uma situação de desespero e angústia, como uma enfermidade, o que você faria? Ele, parou, pensou um pouco, e disse: Situações adversas, dependendo da gravidade, pode mudar as pessoas. Hoje, eu digo que sou um agnóstico, porém, ninguém sabe o amanhã. Vi nas ponderações dele, muita seriedade e humildade.
Jesus nos ensinou que devemos colocar o reino de Deus em primeiro lugar, quando nos disse: buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6:33). Ele nos ensinou a confiar no Pai, e esse ensino, tem perpassado o tempo e tem ajudado a milhares de vida, gerando fé e esperança.
Assim, diante da vitória ou da derrota, é preciso confiar em Deus e lutar para sair das situações, e focar na vida e na fé. Tudo isso, Jesus ensinou a todos, a fim de levar a grandes exemplos de fé e amor a Deus.
Valtemir Ramos Guimarães é pastor da Igreja Pentecostal Assembleia de Deus -PE; Membro da Academia Pernmbucana Evangélica de Letras -APE Graduado em Física e mestre em Ciência da Religião -(81) 99948-1289