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Padre Biu de Arruda: Pedro o Primeiro Papa

Em consideração derradeira acerca do primado papal, é de perceber que de Pedro a Prevost, houve uma Sucessão Apostólica ininterrupta

Por JC Publicado em 24/05/2026 às 0:00

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Ao ler o Novo Testamento, vemos que Pedro exerceu sempre uma liderança sobre os outros companheiros de missão apostólica. Os evangelistas demonstram isso quando citam o nome dos apóstolos, colocando Pedro na dianteira. Para tanto, basta ver Mt 10,2; Mc 3,16; Lc 6,14; At 1,13. São Mateus, com o seu jeito peculiar, assim diz: “eis o nome dos doze apóstolos: primeiro Simão, chamado Pedro …”, demonstrando que Pedro seria aquele que iria responder pelo grupo. Seria uma liderança a serviço da comunidade. E tal missão foi confirmada por gestos e palavras de Pedro, no bojo da Comunidade Cristã.

No Evangelho escrito por São João, vemos que o Divino Carpinteiro já tinha em mente o nome de Pedro, como alguém que estava em seus projetos divinos para exercer uma função por demais especial, já bem antes de Pedro conhecê-Lo. Isso pode ser constatado no primeiro encontro que os dois tiveram. Fitando nele o olhar, assim disse o Divino Carpinteiro: “Tu és Simão, o filho de João, mas serás chamado Cefas, que significa Pedra” (Jo 1,42). Demonstração inequívoca de que o projeto de vida que o Divino Carpinteiro tinha para Pedro, estava apenas começando.

Em outra ocasião, o Divino Carpinteiro disse abertamente a Pedro, diante dos outros apóstolos: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do Maligno não dominará sobre ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus” (Mt. 16, 18 -19). Aqui, se encontra uma prova irrefutável de que Pedro foi escolhido, realmente, para liderar o grupo com o poder da investidura das chaves. Por isso, por mais que as forças malignas tentem acabar com o Primado de Pedro, não conseguirão, porque o poder da missão foi conferido pelo Divino Carpinteiro, que fundou a Igreja e entregou-a aos cuidados de Pedro, dando toda a assistência necessária.

Aqui, o Divino Carpinteiro não só promete, mas faz de Pedro a pedra base de sua Igreja e também fala que lhe vai dar as chaves dos Reinos dos Céus, isto é, o poder de governar a Igreja. E depois, estando para subir ao céu, o Divino Carpinteiro entregou a missão de evangelizar em todo orbe, ordenando que ele fosse o pastor de suas ovelhas e cordeiros, isto é, da totalidade do seu rebanho (Jo 21, 15 -17). Além dessa missão divina dada a Pedro, recebeu também o encargo de “confirmar os irmãos na fé” (Lc 22, 31-32). Gesto dessa natureza, demonstrou que Pedro era para todos o sinal visível de unidade, em nome do Divino Carpinteiro.

Lendo também os Atos dos Apóstolos, livro de autoria do doutor Lucas, é de perceber que Pedro exerceu, não apenas com maestria a missão divina, como foi bem aceito por todos os membros da comunidade. Por exemplo, vemos a missão de Pedro na escolha de Matias (At 1,15), no Concílio de Jerusalém, depois de uma longa discussão, Pedro levantou-se e falou: “irmãos, vocês sabem que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu no meio de todos, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra da Boa Nova e acreditassem” (At 15, 7). Não faltava a Pedro a assistência do Divino Carpinteiro para exercer missão tão extraordinária.

Em consideração derradeira acerca do primado papal, é de perceber que de Pedro a Prevost, houve na Igreja do Divino Carpinteiro, uma Sucessão Apostólica ininterrupta, sempre propagando a Boa Nova para todo o orbe. Daí depreende-se que a Igreja Católica Apostólica Romana tem assistência do Divino Espírito Santo, pois nenhuma força maligna venceu-a. E olhe que muitos tentaram, a começar pelos imperadores ímpios e o mal exemplo de alguns filhos da Igreja, por pura ambição. Contudo, não conseguiram, nem poderiam, uma vez que o Divino Carpinteiro disse a Pedro que “as portas do inferno não iriam prevalecer sobre a Igreja”. Por isso, viva o nosso Pedro de hoje, o Papa Leão XIV.

Padre Biu de Arruda – é da Arquidiocese, pároco da Paróquia de Santa Luzia -Estância

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