Saldo líquido de empregos em 2025 é de 1.279.498, pior da série, mostra Caged
O resultado do ano passado decorreu de 26.599.777 admissões e 25.320.279 demissões. O estoque de empregados celetistas ficou em 48.474.348 postos
Clique aqui e escute a matéria
O mercado de trabalho formal registrou um saldo positivo 1.279.498 carteiras assinadas em 2025, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Este foi o pior saldo de empregos formais registrados no ano da série histórica atual, iniciada em 2020, ano da pandemia, quando foram fechados 189.393 postos de trabalho.
O resultado do ano passado decorreu de 26.599.777 admissões e 25.320.279 demissões. O estoque de empregados celetistas passou de 47.194.850 vínculos para 48.474.348.
O mercado financeiro esperava um novo avanço no emprego no ano, e o resultado veio abaixo da mediana das estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que indicava abertura de 1,4 milhão de postos de trabalho. As expectativas variavam de 1.315.146 a 1.895.130.
No acumulado do ano, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 758.355, seguido pelo Comércio, com 247.097 postos. Indústria teve saldo de 144.319 empregos, Construção registrou 87.878 vagas e Agropecuária, 41.870 postos de trabalho.
Em 2025, todas as Unidades da Federação obtiveram resultado positivo no Caged. O melhor desempenho entre os Estados foi registrado em São Paulo, com a abertura de 311.228 postos de trabalho. Já o pior desempenho entre os Estados foi registrado em Roraima, com a abertura de apenas 2.568 postos de trabalho.
Dezembro
Em dezembro, o mercado de trabalho brasileiro fechou 618.164 postos de trabalho. A variação do mês foi de -1,26%, o que, segundo a pasta, é compatível com o padrão histórico do Novo Caged, cuja média de dezembro em 2023 e 2024 foi de -1,07%. É o pior mês de dezembro desde a pandemia, em 2020.
O saldo foi resultado de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos. Em novembro, o saldo havia sido positivo em 84.109 vagas, já incorporando os ajustes na série.
O resultado negativo de dezembro ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um fechamento líquido de 481.300 vagas. As estimativas para esta leitura, todas de fechamento, variavam de 560.015 a 264.848 vagas.
PERNAMBUCO
O resultado do Estado em dezembro de 2025. também foi negativo, porém com melhora significativa frente o mesmo período de 2024. No último mês de dezembro, Pernambuco registrou saldo de -9.462 postos formais. Ao passo que no mesmo mês de 2024, o resultado era de -13.448. No acumulado do ano, o Estado registrou 697.250 admissões contra 624.685 demissões, resultando no saldo de 72.565 4,78 vagas de carteira assinada. Esse foi o segundo melhor resultado da região, atrás apenas da Bahia (saldo de 94.380).
RECIFE
O mercado de trabalho formal do Recife encerrou o ano de 2025 com saldo positivo de 22.958 empregos, segundo dados do Novo Caged, superando o resultado de 2024, quando foi de 20.379 vagas.
A geração de empregos em 2025 no Recife foi amplamente liderada pelo setor de Serviços, responsável por 16.736 vagas, o equivalente a cerca de 73% do saldo total do município. O setor encerrou o ano com 389.207 vínculos formais, registrando crescimento de 4,49% no estoque. Outro papel de destaque veio do grupamento Construção Civil, com saldo positivo de 4.369 empregos, além de ter registrado a maior variação relativa do estoque entre os grupos, com crescimento de 11,55%, alcançando 42.207 postos formais. O resultado reflete a expansão do setor em termos proporcionais, mesmo partindo de uma base menor.
A Indústria contribuiu com 1.178 novas vagas, encerrando 2025 com 40.169 empregos formais e crescimento de 3,02% do estoque. O Comércio, por sua vez, apresentou saldo positivo mais moderado (691 vagas), mantendo relativa estabilidade no emprego formal, com alta de 0,63% no estoque. A Agropecuária teve saldo residual negativo, com impacto pouco relevante no resultado agregado do município.