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Concessão da Compesa: entenda como ficou a divisão dos blocos no leilão

Modelo separa 175 municípios em dois lotes e define responsáveis pela distribuição de água e tratamento de esgoto; produção ainda é da Compesa

Por JC Publicado em 18/12/2025 às 12:55 | Atualizado em 18/12/2025 às 12:56

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O leilão de concessão dos serviços da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), realizado em São Paulo, definiu a divisão das áreas que serão administradas pela iniciativa privada no estado.

O certame, considerado um dos mais relevantes do setor nos últimos anos, terá dois blocos regionais distintos, com contratos de 35 anos de duração.

Dois blocos e diferentes responsáveis

A concessão foi estruturada em dois blocos regionais. O bloco Sertão reúne 24 municípios da Microrregião do Sertão. Já o bloco Pajeú concentra 151 municípios, incluindo cidades da Região Metropolitana do Recife, do interior do estado e o Distrito de Fernando de Noronha.

Nesse modelo, o consórcio Acciona–BRK Ambiental venceu o bloco RMR-Pajeú, oferecendo outorga de R$ 3,5 bilhões e desconto máximo de 5% na tarifa. O fundo Pátria Investimentos ficou responsável pelo bloco Sertão, com proposta de R$ 720 milhões e desconto máximo permitido.

No bloco Sertão, também participaram Aegea e Cymi Brasil, mas o valor mais elevado da outorga garantiu a vitória do Pátria sem necessidade de rodada de viva-voz. Já no bloco RMR-Pajeú, apenas o consórcio Acciona–BRK apresentou proposta, o que tornou a disputa deserta.

Como ficará a operação

Apesar da privatização parcial, a Compesa seguirá responsável pela produção de água bruta, enquanto as concessionárias venceras cuidarão da distribuição de água e do tratamento de esgoto. Serviços da Região Metropolitana do Recife e de Goiana não foram incluídos no leilão, já que funcionam sob a PPP Cidade Saneada.

O contrato prevê investimentos totais de R$ 19 bilhões, distribuídos entre abastecimento e esgotamento, e metas como cobertura de 99% do abastecimento de água e 90% de coleta de esgoto até 2033.

As empresas vencedoras terão 180 dias após início da operação para apresentar planos de combate à intermitência no fornecimento de água, especialmente nos municípios que enfrentam racionamento.

Estrutura de transição

Antes de operar sozinha, cada concessionária passará por um período de seis meses de transição junto à Compesa, garantindo a transferência gradual dos serviços e adaptação às novas responsabilidades.

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