Mungunzá de Zuza e Thais e Bacalhau do Batata: quarta-feira de cinzas tem blocos tradicionais com distribuição de comidas típicas
Celebrações unem frevo, comida e tradição logo nas primeiras horas da manhã em Olinda; foliões não deixam o Carnaval 2026 se despedir
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A Quarta-feira de Cinzas ainda é de frevo e tradição nas ladeiras de Olinda. Dois dos blocos mais simbólicos do encerramento do Carnaval voltam às ruas nesta manhã: o Munguzá de Zuza Miranda e Thais, no Alto da Sé, e o Bacalhau do Batata, na Ladeira da Sé. A TV Jornal acompanhou de perto as preparações.
Munguzá de Zuza Miranda e Thais
Logo cedo, às 6h, foliões se reuniram em frente à Igreja da Sé para celebrar os 31 anos do bloco Munguzá de Zuza Miranda e Thais. A tradição é começar o dia saboreando a iguaria que dá nome à festa antes de seguir acompanhando os últimos momentos da folia.
Neste ano, foram distribuídos 5 mil copos, totalizando cerca de 2 mil litros de munguzá. A programação inclui orquestra de frevo, passistas do Grupo Acauã, bonecos gigantes, shows de artistas convidados e a irreverente Corrida dos Monstros.
O evento também promove a entrega do Troféu dos Homenageados e mantém o clima festivo com brincadeiras circenses. Realizado sempre antes do Bacalhau do Batata, o bloco abre oficialmente a manhã da Quarta-feira de Cinzas no Sítio Histórico.
Bacalhau do Batata
Mais tarde, a partir das 8h, o frevo toma conta da Ladeira da Sé com o tradicional Bacalhau do Batata. O bloco foi criado há 64 anos pelo garçom Isaías Ferreira da Silva, conhecido como Batata, que trabalhava durante os dias oficiais de Carnaval e encontrou na Quarta-feira de Cinzas uma forma de também brincar a festa.
A concentração começou às 9h, mas os preparativos tiveram início por volta das 7h, com a montagem do estandarte oficial no Alto da Sé. O símbolo do bloco traz elementos de uma bacalhoada, como o peixe, verduras, coentro e colorau, e reforça a identidade gastronômica e irreverente da agremiação.
À frente do cortejo, desfila o boneco gigante em homenagem ao fundador, que faleceu em 1993. O Bacalhau do Batata contribui com muita boemia para a grandiosa despedida do Carnaval.
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