Cultura | Notícia

Marco Zero faz despedida do Carnaval 2026 com muito frevo

O fim da folia é breve. O Carnaval já tem data marcada, em 2027, retomando a festa no Recife, oficialmente, a partir do dia 4 de fevereiro

Por JC Publicado em 18/02/2026 às 4:00 | Atualizado em 18/02/2026 às 8:12

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O Carnaval do Recife de 2026 chegou ao seu ápice nessa terça-feira (17), com uma despedida que honrou as tradições mais profundas da cultura pernambucana. No Marco Zero, o coração da folia pulsou no ritmo do frevo, misturando o baque solto do maracatu com as vozes que são patrimônios do Estado, em uma noite que percorreu diferentes sonoridades da música nordestina.

A programação começou ainda sob o sol, às 16h, com o imponente Encontro de Maracatus de Baque Solto. Nações de diversas regiões desfilaram seus caboclos de lança, rainhas e estandartes, levando ao Centro do Recife a força espiritual e estética da Zona da Mata. O colorido das golas e o ritmo cadenciado reafirmaram o Carnaval como expressão viva de identidade cultural.

Na sequência, Nena Queiroga assumiu o palco com energia e carisma, aquecendo o público para a maratona de shows que viria pela frente. Sua apresentação celebrou a força feminina no frevo e manteve a multidão em sintonia com a festa.

Divulgação/PCR
O Marco Zero se transformou em um grande reencontro com a memória afetiva do Nordeste - Divulgação/PCR

À medida que a noite avançava, o Marco Zero se transformava em um grande reencontro com a memória afetiva do Nordeste. Geraldo Azevedo trouxe o lirismo e a cadência de seus sucessos, conduzindo o público em coro. Elba Ramalho incendiou a praça com uma performance vibrante, reafirmando sua potência artística.

Quando os relógios marcaram meia-noite, já na Quarta-feira de Cinzas, Alceu Valença levou a euforia ao ponto máximo. Com clássicos que atravessam gerações, comandou uma massa que se recusava a deixar a festa acabar.

Divulgação/PCR
Alceu Valença no palco do Marco Zero em 2026 - Divulgação/PCR

A despedida ficou por conta do Maestro Spok e seu Orquestrão, que assumiram a madrugada transformando o encerramento em um verdadeiro frenesi coletivo. Sob a regência do maestro, o frevo ganhou corpo e fôlego até o amanhecer, sintetizando o que o Carnaval do Recife tem de mais grandioso: uma tradição secular que se reinventa sem abrir mão das raízes.

Com a última nota ecoando no Marco Zero, o Recife já projeta o reencontro de 2027, quando a folia volta oficialmente a ocupar as ruas da capital a partir de 4 de fevereiro.

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