Carnaval 2026: Olinda retoma orquestras itinerantes; confira locais e horários
Serão 56 orquestras de frevo divididas em quatro circuitos; Número ainda é inferior ao registrado em 2023, última vez em que o dado foi detalhado
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A Prefeitura de Olinda anunciou, nesta quinta-feira (6), o retorno das orquestras itinerantes durante coletiva sobre o Carnaval 2026. Os grupos circulam pelas ladeiras do Sítio Histórico nos intervalos entre os desfiles das agremiações, garantindo a presença constante do frevo na festa.
Apesar de apresentada como novidade, a iniciativa surgiu nos anos 1990 e foi descontinuada nos últimos anos. Entre 2020 e 2023, houve uma redução de 82% no número desses cortejos.
Agora rebatizado de "Cortejo com Orquestra Itinerante", o formato contará com grupos compostos por 12 músicos, seis passistas de frevo e um porta-estandarte. À tarde, quando aumenta a circulação de foliões, os desfiles também terão a presença de um boneco gigante.
Procurada pelo JC, a Prefeitura informou que, ao todo, 56 orquestras vão se apresentar nos quatro dias de folia. O número é inferior ao registrado em 2023 — última vez em que o dado foi detalhado —, quando houve 73 orquestras.
As saídas começam às 9h, com cortejos de duas horas de duração, seguindo até as 15h ou 17h, a depender do circuito.
Confira os percursos e horários:
Circuito 1 (Amparo – Guadalupe)
9h às 11h — Orquestra + passistas
11h às 13h — Orquestra + passistas
13h às 15h — Orquestra + boneco gigante
Circuito 2 (Carmo/Camarote da Acessibilidade – Bonfim)
9h às 11h — Orquestra + passistas
11h às 13h — Orquestra + passistas
13h às 15h — Orquestra + boneco gigante
15h às 17h — Orquestra + boneco gigante
Circuito 3 (Amparo – 13 de Maio)
9h às 11h — Orquestra + passistas
11h às 13h — Orquestra + passistas
13h às 15h — Orquestra + boneco gigante
15h às 17h — Orquestra + boneco gigante
Circuito 4 (Varadouro – 15 de Novembro)
9h às 11h — Orquestra + passistas
11h às 13h — Orquestra + passistas
13h às 15h — Orquestra + boneco gigante
Circulação do frevo
Nos últimos anos, tornou-se recorrente a percepção de diminuição da presença do frevo nas principais vias do Sítio Histórico de Olinda durante o Carnaval.
A redução — ou ausência — das chamadas orquestras itinerantes foi apontada como uma das principais causas desse cenário, ao lado do uso indiscriminado de sons mecânicos nas calçadas e do crescimento de agremiações de samba, que também recorrem a equipamentos de amplificação.
As diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a salvaguarda do frevo — reconhecido como patrimônio cultural imaterial desde 2007 — destacam a importância da "fruição, difusão e dinamização" da manifestação, assegurando sua continuidade integrada à vida contemporânea.
"A preservação efetiva só é possível quando os sujeitos, neste caso a comunidade produtora do frevo, são partes essenciais do contexto social em que o bem está inserido, e quando seu significado é compreendido e valorizado por aqueles que dele fazem uso", afirma o documento.