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Eu Acho É Pouco e Pitombeira tomam medidas contra falsificação de camisas oficiais

Departamentos jurídicos dos blocos enviaram notificações extrajudiciais a uma grande plataforma de comércio eletrônico

Por Emannuel Bento Publicado em 03/02/2026 às 19:07 | Atualizado em 03/02/2026 às 19:09

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As agremiações Eu Acho É Pouco e Pitombeira dos Quatro Cantos, duas das mais tradicionais do Carnaval de Olinda, iniciaram medidas extrajudiciais para combater a falsificação e a comercialização irregular de camisas oficiais.

Segundo os blocos, produtos "piratas" estão sendo vendidos inclusive em grandes plataformas de comércio eletrônico. As diretorias acionaram seus departamentos jurídicos e encaminharam notificações extrajudiciais às empresas, solicitando a retirada imediata dos anúncios.

No caso da Pitombeira, a camisa deste ano — que resgata uma estampa histórica de 1978 — ganhou bastante visibilidade após aparecer no filme "O Agente Secreto", o que ampliou a procura pelo produto.

Impacto financeiro

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM
11.02.21 - CARNAVAL - Para Thiago Martins o carnaval inesquecível dele foi em 2004 quando ele saiu pela primeira vez no bloco Eu Acho é Pouco - YACY RIBEIRO/JC IMAGEM

A venda das camisas oficiais é a principal fonte de sustentabilidade financeira das agremiações, que não contam com patrocínio fixo. A arrecadação viabiliza orquestras, alegorias, bonecos gigantes e toda a estrutura necessária para colocar o bloco na rua.

Em nota, as diretorias afirmam que a falsificação ultrapassa a esfera comercial. "A falsificação vai muito além de um problema de mercado ou de violação de propriedade intelectual. Trata-se de um ataque direto à memória, à identidade cultural e à história de agremiações tradicionais do carnaval pernambucano."

"Sob o aspecto jurídico, a conduta em questão caracteriza, de forma concomitante, o uso indevido de marca e a prática de pirataria. Os responsáveis já foram formalmente notificados, encontrando-se em curso a adoção das medidas judiciais cabíveis", esclarecem Adriano Araújo e Clayton Soares, advogados e consultores jurídicos do bloco Eu Acho é Pouco.

Diretor de comunicação da Pitombeira, Matheus Barros classifica a situação como “frustração imensa”. "É um trabalho de anos, essencial para a sobrevivência da troça, sendo explorado por quem muitas vezes nem entende o simbolismo da cultura carnavalesca. Cada centavo faz diferença para que blocos como Pitombeira, Eu Acho É Pouco, Cariri Olindense, O Homem da Meia-Noite e tantos outros ofereçam a melhor festa ao folião”, afirma.

Canais oficiais

As agremiações reforçam que a compra deve ser feita exclusivamente nos pontos de venda autorizados. Além de ilegal, o produto falsificado compromete a sustentabilidade financeira dos blocos e enfraquece a cadeia cultural que mantém vivo o Carnaval de Olinda.

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