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Centenário de Moacir Santos: álbum une jazz e ritmos afro-brasileiros em tributo ao mestre

Álbum "Now I Know" estreia dia 31 e celebra centenário de Moacir Santos. Disco une jazz e ritmos afros em homenagem ao mestre do Pajeú.

Por JC Publicado em 23/01/2026 às 18:42

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O ano de 2026 marca uma data simbólica para a música instrumental brasileira: o centenário de nascimento de Moacir Santos. Para celebrar a vida e a obra do genial compositor pernambucano, nascido em Flores do Pajeú, o João Marcondes Septeto lança nas plataformas digitais, no próximo dia 31 de janeiro, o álbum "Now I Know".

O projeto chega não apenas para marcar os 100 anos do nascimento do "Maestro" (26 de julho de 1926), mas também os 20 anos de sua morte.

A proposta do disco é revisitar o legado de Moacir a partir de uma ótica contemporânea, promovendo uma fusão entre a improvisação característica do jazz e a rítmica afro-brasileira — elementos que sempre foram a espinha dorsal da obra do homenageado.

Sonoridade e formação

Embora a formação de septeto seja tradicional no jazz, o álbum busca uma identidade própria ao dialogar com a diáspora negra. As linhas melódicas, descritas como de "forte apelo vocal", são sustentadas por uma "cozinha" rítmica marcante.

Para a gravação, João Marcondes (violão e arranjos) reuniu um time de peso da cena instrumental: Bruno Tessele (bateria), Gustavo Sato (contrabaixo), Edinho Sant’anna (piano), Felipe Aires (trompete), Feldeman Oliveira (trombone) e Victor Alcântara (saxofone tenor).

Este é o primeiro trabalho do grupo com composições e arranjos assinados integralmente por Marcondes, que também celebra 25 anos de carreira.

Quem foi Moacir Santos

Considerado um dos "pais" da Bossa Nova (foi professor de nomes como Baden Powell e Nara Leão), Moacir Santos construiu uma trajetória única. De infância pobre no Sertão de Pernambuco, tornou-se maestro da Rádio Nacional e, em 1965, lançou o icônico álbum Coisas, marco da música moderna.

Radicado nos EUA, gravou pelo lendário selo Blue Note e foi indicado ao Grammy, deixando um legado de renovação harmônica que reverbera até hoje.

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