Claudia Leitte: 'Música se tornou ferramenta para cuidar da minha saúde mental'
Cantora traz ao Recife o projeto "Intemporal", sua nova turnê acústica: 'Uma forma de revisitar minha trajetória de um jeito mais leve e verdadeiro
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Em uma pausa dos trios elétricos e da energia explosiva do Carnaval, Claudia Leitte baixou o volume para se ouvir por dentro.
Em "Intemporal", sua nova turnê acústica, a cantora revisita a própria história em tom de proximidade. O espetáculo estreou em São Paulo em 27 de setembro e chega ao Recife nesta sexta-feira (31), às 21h, no Teatro Guararapes.
O projeto nasceu de reflexões da artista sobre amor, tempo e saúde mental durante a pandemia. "Ele foi construído exatamente em um momento muito delicado em que todo mundo foi convidado a olhar para si mesmo. A música se tornou meu refúgio e uma ferramenta poderosa para cuidar da minha saúde mental", diz, ao JC.
Um registro audiovisual homônimo já disponível no Globoplay, incluindo participações de nomes como Léo Santana, Manu Bahtidão e Marcus & Belutti. Claudia Leitte planeja circular o Brasil até 2026. "É uma fase de troca genuína, de sentir e viver cada instante", resume.
Entrevista - Claudia Leitte, cantora
"Intemporal" é uma turnê com formato acústico e intimista. Como é para você revisitar sua própria história musical sob essa nova perspectiva?
Continuo sendo a Claudia Leitte do Carnaval, mas nessa turnê busco uma proximidade diferente com o público, esse olho no olho, esse calor pertinho, sabe? Em Intemporal, o show acontece através da troca com as pessoas. Eu consigo enxergar o que cada um está sentindo, ver os rostos, e isso torna cada apresentação única.
Considero um desafio equilibrar a minha energia em uma forma mais intimista, e os desafios são importantes para nós artistas (risos). A minha energia continua lá, mas se manifesta de um jeito diferente. Eu a transformo em troca com o público. Cada olhar, cada sorriso... é incrível sentir a música pulsando tão perto, tão verdadeira, sem precisar de nada além dessa conexão.
O projeto traz releituras de clássicos da MPB, como "Sozinho" e "Deslizes". O que te levou a escolher essas canções para fazer parte do repertório?
Quis revisitar músicas que marcaram momentos importantes da minha vida e também da vida do meu público. São faixas que atravessam gerações, carregadas de significado. A ideia não era apenas homenageá-las, mas dar uma nova interpretação. Além desses clássicos da MPB, o repertório ainda mistura minhas próprias canções e algumas internacionais, criamos setlist único, uma viagem musical e sensorial.
Você fala que essa turnê representa uma fase "muito pessoal". Em que aspectos da sua vida esse momento se reflete?
Essa turnê reflete um momento muito pessoal pra mim, vivi um momento de autoconhecimento durante a pandemia, e a música foi meu alicerce. Musicalmente, é uma forma de revisitar minha trajetória de um jeito mais leve e verdadeiro. Na minha vida, é sobre estar mais presente, valorizar os encontros e conexões reais. É uma fase de troca genuína, de sentir e viver a cada instante.
A saúde mental é um dos temas que inspiraram o álbum. Como a música tem te ajudado a lidar com esse assunto?
Esse projeto foi construído exatamente em um momento muito delicado em que todo mundo foi convidado a olhar para si mesmo. A música se tornou meu refúgio e uma ferramenta poderosa para cuidar da minha saúde mental. Cantar, compor e me conectar com cada emoção me ajudou a processar sentimentos, encontrar equilíbrio e me sentir mais leve. É um espaço de cura e troca com quem me acompanha.
O que mudou em você como artista desde o início da carreira até agora?
Eu aprendi a olhar para a música de formas diferentes. Hoje, com Intemporal, encontrei espaço para a reflexão e conexão com cada canção e pessoa que me acompanha. Aprendi a valorizar cada momento no palco, a sentir a emoção de perto e a transformar minha experiência de artista em algo mais profundo e humano.
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