XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco encerra edição histórica com autores consagrados,
Neste sábado (11), o escritor Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões, dividiu o palco com a poeta e vereadora Cida Pedrosa, ganhadora do Prêmio Jabuti
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A XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco entrou em seu último fim de semana consolidando-se como uma das maiores edições de sua história. Com o tema “Ler é sentir cada palavra”, o evento vem atraindo milhares de visitantes ao Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, e mobilizado o setor editorial com recorde de público, ampla programação e alta nas vendas.
“Esta Bienal está superando todas as nossas expectativas, tanto em público quanto em engajamento dos expositores e autores. É um evento que reafirma o papel do livro como instrumento de encontro e emoção. A resposta do público tem sido extraordinária”, afirma Rogério Robalinho, produtor da Bienal ao lado de Guilherme Robalinho, Silvinha Robalinho e Sidney Nicéas.
Neste sábado (11), a Bienal contou com uma rica programação, com: Círculo das Ideias, com “Diversão virando profissão: das fanfics à publicação tradicional”; debate “A literatura tem sotaque?”, o painel Conexão Petrobras, apresentando “Novos Engenhos – Regionalismo, Manguebeat e Literatura Contemporânea”, e abordando as relações entre literatura e o movimento Manguebeat; além da mesa “Sobre a crítica”, com o escritor Cristhiano Aguiar, que debateu o papel da crítica literária contemporânea.
O grande momento do dia ocorreu no auditório ViaOmar, com o encontro do escritor Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões, com a poeta e vereadora Cida Pedrosa, ganhadora do Prêmio Jabuti.
Programação do domingo (12)
O domingo começa às 11h, no Círculo das Ideias, com “Prêmios Literários: tudo que você gostaria de saber”, com Marcondes FH, Julie Pedrosa e Walther Santos, mediação de Gabriela Colicigno. Às 13h, o painel “Da ideia ao livro: o caminho para publicar suas histórias” reúne Bettina Winkler, Deco Lipe, Gustavo Nascimento e Caroline Andrade, com mediação de Roberto Beltrão.
Público grande também é aguardado às 16h, quando Raimundo Carrero revisita os 50 anos de Bernarda Soledade na mesa “Góticos Nordestinos”, em conversa com Cristhiano Aguiar.
Às 18h, Sidney Nicéas e Odi Veiga dividem o palco na mesa “Uma mulher entre leões, cobras e Timbus”, sobre a trajetória da primeira mulher a comandar ambulâncias em jogos de futebol em Pernambuco — história que está virando livro.
Também no Conexão Petrobras, às 16h, a escritora Marina Hadlich conversa com Fábio Lucas sobre o livro Mulheres mofadas nas entranhas e nas memórias. Às 17h, Éricka Borges e Marcela Correia participam de “O mundo dos dramas asiáticos (e das dorameiras)”, mediadas por Maria Eduarda. Às 18h, Ubiratan Muarrek apresenta “Meio do Céu: a tragicomédia brasileira a partir do Recife”, mediado por Fernanda Pessoa.
Às 20h, o Palco Sesc Além das Letras recebe o espetáculo “Grão de Dentro”, da cantora e compositora Flaira Ferro, encerrando a Bienal com poesia e emoção.
O Café Cordel tem programação das 13h às 18h, com lançamentos da Academia Cabense de Letras, reunindo autores como Carlos Luiz Gomes, Ivan Marinho, Neilza Buarque e Tereza Soares.
Este ano, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco recebeu reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife e teve indicação aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para obtenção do mesmo registro em nível estadual.