Carnaval: psicóloga orienta como reduzir riscos do álcool e outras drogas
Alta temperatura, multidões e consumo excessivo podem agravar dependência, provocar acidentes e levar a situações de violência
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O Carnaval é marcado por música, encontros e longas horas na rua. Mas a combinação entre calor, aglomeração e consumo de álcool ou outras drogas exige atenção.
O tema foi reforçado pela psicóloga Otovanilda Góis, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que defende estratégias de redução de danos para atravessar o período com mais segurança.
Segundo a profissional, o uso abusivo pode provocar consequências imediatas e também piorar quadros que já existiam. “É fundamental que a sociedade reconheça o alcoolismo e a dependência química como uma questão de saúde pública, que exigem prevenção, tratamento e acompanhamento especializado”, afirma.
Redução de danos como estratégia possível
Reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde como doenças que afetam o indivíduo, a família e a coletividade, o alcoolismo e a dependência química pedem abordagens práticas.
“Nesse contexto, a redução de danos surge como alternativa eficaz, buscando minimizar consequências negativas sem exigir abstinência imediata”, explica Otovanilda.
Entre as orientações mais comuns estão:
- beber água com frequência;
- alimentar-se antes e durante a folia;
- usar protetor solar;
- garantir transporte seguro e não dirigir após consumir álcool ou drogas;
- não ingerir substâncias de origem desconhecida.
Atenção aos limites do corpo
Para quem decide participar das festas, observar sinais de exaustão é essencial. Cansaço extremo, mal-estar, tontura ou alterações emocionais indicam que é hora de parar e buscar apoio.
“Se a situação se tornar difícil, é importante pedir ajuda a pessoas de confiança, bem como localizar os serviços de emergência e postos de atendimento disponíveis no local para suporte. Atitudes de apoio entre amigos e a atenção coletiva em situações que requerem cuidado também são fundamentais”, reforça a psicóloga.
A proposta, segundo ela, é permitir que a diversão aconteça com menos riscos. Práticas de autocuidado e informação ajudam a evitar complicações que podem ultrapassar o período da festa.