Herpes, HPV e candidíase: cuidados para evitar infecções no Carnaval
Campanha do Conselho de Biologia alerta para riscos de infecções em meio a aglomerações, umidade e contato íntimo, comuns no Carnaval
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Contato próximo, beijos, suor, fantasias molhadas e aglomeração, são características marcantes do Carnaval. Nesse ambiente, vírus, bactérias e fungos encontram condições ideais para circular. Para ajudar os foliões a reduzir riscos, o Conselho Regional de Biologia da 5ª Região lançou a campanha “Microbloco: Carnaval sem intrusos”, com orientações práticas de prevenção.
A proposta é lembrar que o aumento da temperatura do corpo, a umidade prolongada na pele e a troca frequente de contato físico favorecem infecções que vão da candidíase às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de herpes e HPV.
“O papel das Ciências Biológicas é entender como os agentes patogênicos interagem com o ambiente. No Carnaval, temos alta densidade populacional e troca constante de fluidos, o que exige atenção redobrada”, afirma o biólogo Mário Luiz Cavalcanti Farias, presidente do CRBio-05.
Por que o risco aumenta na folia
Calor, suor e roupas apertadas dificultam a ventilação da pele. A permanência com peças molhadas por muito tempo cria o cenário ideal para proliferação de fungos. Já a proximidade entre as pessoas facilita a transmissão de vírus e bactérias, principalmente em beijos e no compartilhamento de copos.
Além disso, pequenas lesões na pele ou nas mucosas funcionam como portas de entrada para infecções.
Herpes
O herpes é um vírus que pode provocar feridas nos lábios ou na região genital.
- Transmissão mais comum na festa: beijo, contato íntimo e compartilhamento de utensílios, sobretudo quando há bolhas ou feridas aparentes.
- Como reduzir o risco: evitar contato com lesões, não dividir copos ou talheres e reforçar a higiene.
HPV
O papilomavírus humano é frequente e pode não apresentar sinais, entretanto, é a maior causa de câncer de colo de útero, podendo desencadear também outros tipos da doença.
- Transmissão: contato sexual, inclusive pele a pele, mesmo sem penetração.
- Prevenção: preservativo, vacinação e acompanhamento de saúde.
Candidíase
A Candida já vive no organismo, mas pode se multiplicar quando há desequilíbrio.
- O que favorece na folia: suor excessivo, calor, roupas justas ou molhadas por muito tempo.
- Prevenção: manter a região íntima seca, trocar roupas úmidas rapidamente e priorizar tecidos leves.
Gonorreia e outras ISTs
São infecções causadas por bactérias ou vírus que atingem principalmente os órgãos genitais e o trato urinário.
- Transmissão: relações sexuais desprotegidas, sejam orais, vaginais ou anais.
- Prevenção: uso de preservativos e testagem após o Carnaval, especialmente diante de sintomas.
Checklist rápido do folião
- Beba água com frequência
- Evite ficar com roupa molhada por muito tempo
- Não compartilhe copos
- Use preservativo
- Observe qualquer sinal diferente no corpo