Herpes, HPV e candidíase: cuidados para evitar infecções no Carnaval

Campanha do Conselho de Biologia alerta para riscos de infecções em meio a aglomerações, umidade e contato íntimo, comuns no Carnaval

Por Maria Clara Trajano Publicado em 12/02/2026 às 14:04

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Contato próximo, beijos, suor, fantasias molhadas e aglomeração, são características marcantes do Carnaval. Nesse ambiente, vírus, bactérias e fungos encontram condições ideais para circular. Para ajudar os foliões a reduzir riscos, o Conselho Regional de Biologia da 5ª Região lançou a campanha “Microbloco: Carnaval sem intrusos”, com orientações práticas de prevenção.

A proposta é lembrar que o aumento da temperatura do corpo, a umidade prolongada na pele e a troca frequente de contato físico favorecem infecções que vão da candidíase às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de herpes e HPV.

“O papel das Ciências Biológicas é entender como os agentes patogênicos interagem com o ambiente. No Carnaval, temos alta densidade populacional e troca constante de fluidos, o que exige atenção redobrada”, afirma o biólogo Mário Luiz Cavalcanti Farias, presidente do CRBio-05.

Por que o risco aumenta na folia

Calor, suor e roupas apertadas dificultam a ventilação da pele. A permanência com peças molhadas por muito tempo cria o cenário ideal para proliferação de fungos. Já a proximidade entre as pessoas facilita a transmissão de vírus e bactérias, principalmente em beijos e no compartilhamento de copos.

Além disso, pequenas lesões na pele ou nas mucosas funcionam como portas de entrada para infecções.

Herpes

O herpes é um vírus que pode provocar feridas nos lábios ou na região genital.

  • Transmissão mais comum na festa: beijo, contato íntimo e compartilhamento de utensílios, sobretudo quando há bolhas ou feridas aparentes.
  • Como reduzir o risco: evitar contato com lesões, não dividir copos ou talheres e reforçar a higiene.

HPV

O papilomavírus humano é frequente e pode não apresentar sinais, entretanto, é a maior causa de câncer de colo de útero, podendo desencadear também outros tipos da doença.

  • Transmissão: contato sexual, inclusive pele a pele, mesmo sem penetração.
  • Prevenção: preservativo, vacinação e acompanhamento de saúde.

Candidíase

A Candida já vive no organismo, mas pode se multiplicar quando há desequilíbrio.

  • O que favorece na folia: suor excessivo, calor, roupas justas ou molhadas por muito tempo.
  • Prevenção: manter a região íntima seca, trocar roupas úmidas rapidamente e priorizar tecidos leves.

Gonorreia e outras ISTs

São infecções causadas por bactérias ou vírus que atingem principalmente os órgãos genitais e o trato urinário.

  • Transmissão: relações sexuais desprotegidas, sejam orais, vaginais ou anais.
  • Prevenção: uso de preservativos e testagem após o Carnaval, especialmente diante de sintomas.

Checklist rápido do folião

  • Beba água com frequência
  • Evite ficar com roupa molhada por muito tempo
  • Não compartilhe copos
  • Use preservativo
  • Observe qualquer sinal diferente no corpo

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