Anvisa apreende lote falso de Mounjaro e alerta para troca de remédios
Agência identificou lotes falsificados de remédio para obesidade e câncer, além de erro grave na embalagem de antialérgico e antiácido.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagrou uma ação fiscal rigorosa contra a falsificação de medicamentos de alto custo e erros graves na linha de produção de fármacos populares. A medida, publicada nesta quinta-feira (8), determina a apreensão imediata de um lote falsificado do Mounjaro, medicamento em alta demanda para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2.
Segundo a agência, a própria fabricante do Mounjaro, a Eli Lilly, não reconheceu o lote D838878 como original, confirmando a fraude. O uso de produtos falsificados representa um risco sanitário grave, pois não há garantia sobre a composição ou eficácia da substância.
Medicamentos contra o câncer na mira
Além do emagrecedor, a fiscalização atingiu remédios vitais para o tratamento oncológico. A Anvisa suspendeu o Imbruvica, usado contra leucemia e linfoma. A fabricante Janssen-Cilag informou que não produziu os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00, tratando-se de falsificações. O registro da versão em cápsulas deste fármaco já havia sido cancelado, o que reforça a irregularidade.
Outro alvo foi o Voranigo 40 mg, indicado para tumores cerebrais. O lote FM13L62 teve sua apreensão e proibição decretadas.
Risco de troca: remédio de pressão em caixa de estômago
A Anvisa também emitiu um alerta urgente sobre a troca de conteúdos em embalagens, um erro industrial que pode causar danos sérios à saúde dos pacientes.
Dois casos foram identificados:
- Pantoprazol Sódico: Indicado para gastrite e refluxo. No lote OA3169, foram encontradas cartelas de hidroclorotiazida 25 mg (remédio para hipertensão) dentro da embalagem do pantoprazol.
- Alektos 20 mg: Um antialérgico comum da Cosmed. O lote 569889 teve a embalagem trocada pelo medicamento Nesina, utilizado para o controle de diabetes.
A orientação para quem possui algum desses lotes em casa é suspender o uso imediatamente e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante ou com a própria Anvisa.