Flávio Dino acaba com aposentadoria compulsória como punição a juízes apanhados em traquinagem

Michelle Bolsonaro divulga mentira da militância contra jornalistas; Mendonça Filho quer evitar "casamento" da União Progressista; Paim não volta mais

Por Romoaldo de Souza Publicado em 16/03/2026 às 20:47 | Atualizado em 17/03/2026 às 8:04

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MILITÂNCIA ASQUEROSA
Quem nasce para ser asqueroso morre, ressuscita e volta asqueroso... O modo como a militância bolsonarista, na porta do hospital DF Star — onde o “mito”, Jair Bolsonaro (PL), está internado — se comporta chega a ser tão assustador como era no curralinho que o governo montou na porta do Palácio da Alvorada, no início do mandado de Bolsonaro.

MICHELLE REPERCUTE A MENTIRA
A história falsa, que, segundo chegou aos ouvidos da ex-primeira-dama, seria de que jornalistas teriam manifestado desejo de morte do ex-presidente. Com a irresponsabilidade própria de uma militante, Michelle Bolsonaro publicou o material com a frase: “Jornalistas reunidos desejando a morte de Bolsonaro e comemorando por ser sexta-feira 13”. Mentira deslavada.

'PARE O CASAMENTO'
A cena é hipotética, mas os personagens podem ser reais. O deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), sentindo que a federação de seu partido com o Progressistas “agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições”, pediu ao presidente de sua legenda, Antonio Rueda, que “desista dessa federação com o Progressistas (…)”, por “dificultar a formação de chapas competitivas e colocar em risco a própria estabilidade partidária”.

CHAMA CÁRMEN LÚCIA
Com base na letra da música Pare o Casamento — de Arthur Resnick e Kenny Young — na voz de Wanderléa, a “Ternurinha” da Jovem Guarda, Mendoncinha quer que a Justiça Eleitoral do Brasil barre o casamento do União Brasil com o PP, para o bem de seu próprio partido:
“Senhor juiz, este casamento / Será pra mim todo o meu tormento / Pois, se o senhor este homem casar, / Morta de tristeza sei que vou ficar / Por favor / Pare agora.”
Assim, gritaria o parlamentar pernambucano para que não se consuma o “casamento” com o PP.

CALOTE GERAL
Que o “empréstimo”, assim mesmo entre aspas, do governo brasileiro para ajudar Cuba a construir o Porto de Mariel era uma farsa, até os militantes petistas que estampam uma surrada camisa de Che Guevara sabiam. Cuba não pagou as parcelas e o total do rombo no caixa do BNDES aproxima-se dos R$ 3 bilhões — dinheiro suficiente para construir 10 mil moradias populares. O país entrou em colapso aguardando uma solução que, certamente, deverá ser transformar a ilha em um grande paraíso, com lindas praias, belas músicas, cubanos ganhando dinheiro e a democracia reinando.

BAITA DE UMA CONTRADIÇÃO, TCHÊ
O senador Paulo Paim (PT-RS), conhecido como o político de uma causa só — os aposentados — subiu à tribuna para dizer que não vai disputar as próximas eleições e que o Brasil “está precisando de renovação de seus quadros”. Paim está no Congresso desde 1987.

PENSE NISSO!
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo regalias para juízes apanhados em traquinagem vem em boa hora, mas nem de longe é o que a sociedade espera — e Dino sabe disso.

Excrescência é o mínimo que se pode dizer da resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que mandou aposentar mais de uma centena de juizes traquinos contemplados com o benefício de receber proventos proporcionais pelo resto da vida.

Agora é hora de esse mesmo Judiciário aceitar a relutante vontade do presidente do STF, Edson Fachin, de criar um código de conduta. Já que suas excelências vivem, não raro, tripudiando da cara do contribuinte — por vezes em proveito próprio — nada melhor do que estabelecer regras claras para enquadrar até mesmo ministros do Supremo.

Pense nisso!

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