Lula articula Simone Tebet para o governo de São Paulo, mas o MDB já tem compromisso
Entidades sindicais ameaçam recorrer ao STF contra lei assinada por Lula que coloca ponto final nos descontos automáticos de beneficiários do INSS
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TEM QUE COMBINAR COM OS ALIADOS
O presidente Lula da Silva(PT), sem um palanque forte no maior colégio eleitoral do país, quer "despachar" sua ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), para disputar o Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Da mesma forma, estuda lançar o atual ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, ao Senado pela Paraíba, também pelo MDB. O presidente só não combinou a estratégia com o partido.
DE VOLTA AO BATENTE
Bem avaliado nas pesquisas de intenção de voto para uma cadeira no Senado Federal, o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, finalmente encontrou guarida em uma legenda importante no Congresso Nacional: o PSB.
PADRINHO DE PESO
A ficha de filiação de Pedro Taques ao partido, hoje sob o comando do prefeito do Recife, João Campos, levará a assinatura do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP). Taques estava em "quarentena" política desde que deixou o governo, tendo enfrentado desgastes jurídicos nas investigações da operação Lava Jato.
CONTA OUTRA
Vital do Rêgo declarou que a corte "não tem competência para desfazer o ato do Banco Central" referente à liquidação de instituições financeiras. "A medida é extremada, mas não vejo competência do TCU para agir dessa forma", afirmou, ao comentar o caso do Banco Master.
SILÊNCIO SEPULCRAL
Agências internacionais de notícias apontam que ao menos 650 manifestantes morreram durante a violenta repressão a uma onda de protestos pelas ruas de Teerã, Isfahan e Mashhad, as três cidades mais importantes do Irã. Em Brasília, nem o Ministério das Relações Exteriores nem o "chanceler paralelo" Celso Amorim se manifestaram até agora para protestar contra a violência do governo aliado do Planalto. Em Teerã, o governo do aiatolá Ali Khamanei, convocou os embaixadores de Reino Unido, Alemanha, Itália e França após declarações de apoio aos protestos no país. O governo iraniano culpa os manifestantes pela violência.
APENAS UMA PERGUNTA
Quando é que os cineastas de plantão — tão merecidamente elogiados por Kleber Mendonça na entrega do Globo de Ouro — vão adaptar novamente para o cinema "Memórias do Cárcere", de Graciliano Ramos (1892-1953)? O livro é um duro relato autobiográfico em que o autor alagoano conta as agruras de sua prisão arbitrária durante o Estado Novo, do incensado ditador Getúlio Vargas (1882-1954). Como escreveu Graciliano: “A cadeia é um mundo à parte… com leis próprias, moral própria e uma humanidade deformada.”
DEIXE-ME VER SE ENTENDI DIREITO
O governo brasileiro vai doar quatro helicópteros sendo dois Bell 412 Classic da Polícia Federal ao Paraguai e dois Bell Jet Ranger III da Marinha ao Uruguai, enquanto boa parte dos estados brasileiros não possui sequer um equipamento similar, ainda que usado. A justificativa é que as doações fazem parte da "cooperação policial e militar em áreas de fronteira" e que as aeronaves estão sendo substituídas por modelos mais modernos.
PENSE NISSO!
Aliados, ma non troppo. Entidades sindicais, muitas delas apoiadoras do governo do presidente Lula, estudam medidas para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que proíbe descontos automáticos de beneficiários da Previdência Social.
Até a Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, entende que a medida assinada pelo "companheiro" Lula, se por um lado interrompe abusos, por outro "discrimina aposentados em relação aos trabalhadores da ativa" e pode levar diversas entidades à bancarrota.
O fim da "farra das associações", que extorquia aposentados e pensionistas do INSS e drenou recursos para os bolsos de muita gente graúda ao redor do governo, proíbe agora qualquer desconto automático de mensalidades, ainda que haja autorização expressa do beneficiário.
O "freio de arrumação" no INSS, no entanto, está longe de se tornar um gesto concreto em favor de investigações amplas na CPMI. O governo quer proteger os aposentados, mas também tenta proteger os seus.
Pense nisso!