Tarifa de embarque em seis rodoviárias de Pernambuco terá reajuste a partir de janeiro de 2026
O reajuste será de 6,022% e vai ser aplicado nos terminais do Recife (TIP), Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada e Petrolina
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A Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe) homologou o reajuste da tarifa de embarque nos seis terminais rodoviários concedidos à empresa Socicam Administração, Projetos e Representações Ltda.
O aumento entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026 e será de 6,022%. O reajuste será aplicado nos terminais do Recife (TIP), Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada e Petrolina.
Com a atualização, a tarifa intermunicipal para viagens de até 50 quilômetros passará de R$ 0,70 para R$ 0,75.
Pedido de reajuste
Segundo a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), o pedido de reajuste tem como base a revisão ordinária prevista no contrato de concessão, conforme o 2º Termo Aditivo ao Contrato nº 1.041.080/08.
A Arpe emitiu parecer técnico favorável à aplicação do percentual, considerando a necessidade de manter o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.
Devido a arredondamentos para pagamentos em dinheiro, o impacto final do reajuste pode variar, com percentuais que vão de 4,48% a 7,69%, dependendo do valor praticado em cada terminal.
A revisão periódica das tarifas ocorre a cada quatro anos e é considerada uma exigência técnica e jurídica para contratos de longo prazo.
Transporte intermunicipal deverá ser revisto em 2026 e setor cobra avanços
Paralelamente ao reajuste tarifário, o transporte intermunicipal segue no centro das discussões em Pernambuco e no Nordeste. O setor avalia que os avanços obtidos até o momento ainda são tímidos diante dos desafios enfrentados pelas empresas operadoras.
O tema foi debatido durante um almoço promovido pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (FETRONOR), que reuniu representantes do setor.
Na ocasião, a assessora da presidência do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (SERPE), Érica Souto, participou de uma avaliação do cenário estadual ao lado do presidente da federação, Eudo Laranjeiras Costa.
Ao longo do último ano, diversas reuniões foram realizadas com setores administrativos do Governo do Estado, mas poucas demandas avançaram de forma concreta.
Segundo Érica Souto, a situação gera preocupação. “O diálogo existe, mas os resultados ainda não acompanham a urgência do setor. Os custos continuam aumentando e isso compromete diretamente a operação, sobretudo nas linhas do interior”, afirmou.
Pontos defendidos
Entre os principais pontos defendidos pelo SERPE está a necessidade de que o Governo do Estado arque com os custos das gratuidades previstas em lei.
Atualmente, a legislação pernambucana garante gratuidade no transporte coletivo intermunicipal para pessoas idosas a partir dos 65 anos e para pessoas com deficiência, incluindo deficiência física, visual, auditiva, intelectual e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em alguns casos, o benefício também se estende ao acompanhante, mediante cadastro e apresentação do Cartão PE Livre Acesso Intermunicipal.
O setor reconhece que as gratuidades representam um avanço social importante, mas alerta que, sem um modelo de subsídio público estruturado, o impacto financeiro recai integralmente sobre as empresas, comprometendo o equilíbrio econômico do sistema.
Atualmente, não há previsão legal de gratuidade no transporte intermunicipal para outras categorias, como professores ou militares.
Os reflexos já são sentidos na prática. Em 2025, algumas linhas intermunicipais foram desativadas, reduzindo a oferta de transporte e afetando diretamente usuários que dependem do serviço para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.
“Cada linha que deixa de operar representa um prejuízo social enorme, principalmente para quem não tem outra alternativa de deslocamento”, reforçou Érica.
Diante desse cenário, o setor avalia que o modelo do transporte intermunicipal deverá passar por uma revisão em 2026, com a expectativa de que as negociações avancem e resultem em medidas estruturantes capazes de garantir a continuidade do serviço, preservar empregos e assegurar o direito de ir e vir da população pernambucana.
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