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Consórcios ajudam a impulsionar mercado imobiliário em 2026 com promessa de crescimento e alternativa aos juros

A estabilização de patamares altos dos juros e a crescente confiança do consumidor têm sido os motores dessa transformação no mercado

Por JC Publicado em 18/03/2026 às 17:42

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O mercado imobiliário brasileiro entra em 2026 sob uma atmosfera de otimismo renovado. Após enfrentar o impacto direto das altas taxas de juros nos últimos anos, o setor projeta uma expansão de 10% nas vendas, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Nesse cenário de retomada, o consórcio de imóveis se consolida como protagonista para quem busca fugir do aluguel ou construir patrimônio sem o peso do financiamento tradicional.

A estabilização das taxas de juro em patamares considerados altos e a crescente confiança do consumidor têm sido os motores dessa transformação. Enquanto o crédito habitacional convencional enfrenta barreiras de entrada e custos elevados, o consórcio se destaca por ser uma modalidade isenta de juros e que dispensa o valor de entrada. A flexibilidade do modelo permite ao investidor escolher planos com parcelas reduzidas até a contemplação, adaptando-se a diferentes realidades financeiras, mas demandando planejamentos.

CONSÓRCIOS

O funcionamento do sistema é focado no longo prazo: o consorciado define o crédito desejado — com valores que partem de R$ 80 mil — e contribui mensalmente. A contemplação, que ocorre via sorteio ou lances, garante ao investidor o poder de compra à vista. Essa liquidez permite negociar melhores preços na aquisição de imóveis prontos, em leilões ou até mesmo para custear construções. Além disso, o crédito é atualizado anualmente pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o que preserva o poder de compra do consumidor diante da inflação do setor.

Os números do segmento confirmam a mudança de comportamento do brasileiro. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) revelam que, apenas em janeiro deste ano, o volume de créditos comercializados saltou 35,6% em comparação ao mesmo período de 2025. Atualmente, o país soma 2,84 milhões de participantes ativos na modalidade, um crescimento expressivo de 30,3% em doze meses.

A Ademicon, maior administradora independente do País em créditos ativos, viu no primeiro bimestre de 2026, a comercialização de mais de R$ 9 bilhões em créditos imobiliários, um aumento de 112% em relação ao ano anterior.

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