Custo da construção civil em Pernambuco sobe para R$ 1.711,27 por metro quadrado
Apesar da alta, Pernambuco mantém o posto de custo de construção mais baixo de todo o país, seguido de perto pelo estado de Sergipe
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O Estado de Pernambuco registrou uma leve aceleração nos custos da construção civil no mês de fevereiro de 2026, de acordo com dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE. O custo médio por metro quadrado no estado passou de R$ 1.703,82 em janeiro para R$ 1.711,27 no segundo mês do ano, o que representa um aumento nominal de R$ 7,45. Apesar da alta, Pernambuco mantém o posto de custo de construção mais baixo de todo o País, seguido de perto pelo estado de Sergipe, onde o valor médio é de R$ 1.712,33.
Embora o valor total tenha subido, o ritmo de crescimento mensal demonstrou uma desaceleração significativa. Em janeiro, a variação havia sido de 1,34%, caindo para 0,44% em fevereiro, uma retração de 0,90 ponto percentual no índice de crescimento. No entanto, quando observado o acumulado do ano, o indicador avançou de 1,34% para 1,79%. Na análise dos últimos doze meses, a taxa também apresentou uma ligeira subida, passando de 6,51% para 6,71%.
A pesquisa detalha variações em diferentes padrões de acabamento e tipologias de projetos. No padrão de acabamento alto, o prédio residencial térreo com quatro pavimentos tipo teve um acréscimo de R$ 13,93, atingindo o valor de R$ 2.315,91. Já no padrão normal, a casa popular de um pavimento subiu R$ 13,29, chegando a R$ 2.354,46.
BAIXO ACABAMENTO
No segmento de baixo acabamento, o projeto de especificação tipo "A" com pavimento único teve alta de R$ 8,87, fixando-se em R$ 1.908,61. O destaque absoluto de aumento em fevereiro ocorreu no padrão de acabamento mínimo. A especificação tipo "B", que consiste em uma unidade sanitária, saltou de R$ 3.065,40 para R$ 3.106,85, registrando uma elevação de R$ 41,45, a maior variação absoluta entre todos os projetos monitorados pelo IBGE no período.
Por outro lado, o projeto mais barato da pesquisa, referente à cesta básica de materiais mínimos, passou a custar R$ 431,58.O SINAPI é produzido em parceria entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal, sendo uma ferramenta essencial para a programação de investimentos públicos e privados, auxiliando na elaboração de orçamentos e na atualização de contratos no setor habitacional e de infraestrutura.