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Home Equity: como viabilizar grandes projetos com menor impacto no bolso

O processo, majoritariamente digital, permite que o proprietário utilize o imóvel (mesmo que não esteja totalmente quitado) para garantir empréstimo

Por JC Publicado em 11/03/2026 às 12:42

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No cenário financeiro atual, tirar do papel projetos de alto valor — como a expansão de um negócio, uma reforma estrutural ou a consolidação de dívidas — exige mais do que apenas crédito: exige estratégia. Um levantamento recente realizado pela Creditas, fintech líder em crédito com garantia na América Latina, revela que o Home Equity (empréstimo com garantia de imóvel) tem se destacado como a alternativa mais sustentável para quem precisa de capital elevado sem sufocar o orçamento mensal.

A simulação compara o impacto real de diferentes modalidades de crédito no bolso do brasileiro, tomando como base um perfil de renda acima da média nacional (aproximadamente R$ 12 mil mensais), condizente com proprietários de imóveis em grandes centros urbanos, conforme dados do IBGE de 2025.

Prazos longos e taxas baixas

A grande vantagem do Home Equity reside na combinação de juros reduzidos e prazos de pagamento que podem chegar a 20 anos. Enquanto outras linhas de crédito limitam o tomador a valores baixos e parcelas agressivas, o uso do imóvel como garantia permite acessar montantes significativos com uma diluição que preserva a saúde financeira.

Na simulação da Creditas, um empréstimo de R$ 235 mil via Home Equity gera uma parcela estimada de R$ 3.260. Isso representa um comprometimento de cerca de 27,2% da renda do perfil analisado. O diferencial é nítido: o cliente consegue um valor expressivo mantendo uma margem de segurança para outros gastos essenciais.

O estudo aponta que as modalidades tradicionais, como o crédito pessoal, apresentam barreiras físicas para grandes projetos. Para o mesmo perfil de renda, as instituições dificilmente aprovariam um valor de R$ 235 mil sem garantias, pois as parcelas excederiam o teto de comprometimento de renda aceito pelo mercado.

Ao simular um valor de R$ 25 mil no crédito pessoal — quase dez vezes menor que o disponível no Home Equity — a parcela já consome cerca de 18% da renda (aproximadamente R$ 2.200), devido às taxas que podem chegar a quase 10% ao mês. Ou seja, paga-se muito por muito pouco acesso a capital.

Crédito emergencial

O levantamento também alerta para o uso de linhas como o crédito rotativo do cartão. Com taxas que ultrapassam os 400% ao ano, essa modalidade é classificada como estritamente emergencial. Utilizar o rotativo para financiar projetos estruturados é inviável, pois a dívida cresce em uma velocidade que impede qualquer previsibilidade ou controle orçamentário, servindo apenas para cobrir buracos pontuais e de curtíssimo prazo.

"A escolha da modalidade de crédito é tão importante quanto o valor contratado. O Home Equity permite transformar patrimônio em planejamento, mantendo o comprometimento da renda em patamares saudáveis", afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.

Como funciona o Home Equity na prática

O processo, hoje majoritariamente digital, permite que o proprietário utilize o imóvel (mesmo que ainda não esteja totalmente quitado, desde que 50% já tenha sido pago) para garantir o empréstimo.

Propriedade preservada: O cliente continua sendo o dono e pode residir ou alugar o imóvel normalmente.

Eficiência financeira: As taxas médias giram em torno de 1,33% a.m., um patamar significativamente inferior às linhas de consumo.

Flexibilidade: O capital liberado pode ser usado para qualquer finalidade, sem a necessidade de justificar o destino do recurso à instituição.

A análise reforça que, para o consumidor consciente, o imóvel deixa de ser apenas um teto e passa a ser uma ferramenta poderosa de alavancagem financeira e realização de projetos de vida.

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