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Setor imobiliário encerra ciclo de 12 meses com R$ 155 bilhões em crédito e avanço de recursos livres

O número de imóveis financiados seguiu tendência semelhante, com 35,7 mil unidades atendidas em janeiro, o que corresponde a um recuo de 28%

Por Lucas Moraes Publicado em 04/03/2026 às 17:02

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Os financiamentos imobiliários que utilizam recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram a marca de R$ 12,1 bilhões em janeiro de 2026. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), este montante representa o quarto melhor desempenho para um mês de janeiro em toda a série histórica do setor.Apesar do registro histórico positivo para o mês, houve uma redução de 28,4% no volume financeiro quando comparado a dezembro de 2025. Na comparação anual, em relação a janeiro do ano anterior, a queda foi de 8,2%.

O número de imóveis financiados seguiu tendência semelhante, com 35,7 mil unidades atendidas em janeiro, o que corresponde a um recuo de 28% frente ao mês anterior e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025.No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o volume total de financiamentos somou R$ 155,2 bilhões, o que indica uma retração de 15,7% na comparação com o ciclo de 12 meses imediatamente anterior.

Em termos de unidades, o acumulado no período foi de 455,6 mil imóveis financiados para aquisição e construção, uma queda de 16% em relação ao intervalo precedente.Paralelamente, o mercado tem observado um aumento na frequência de operações realizadas com recursos livres, movimento que se intensificou desde meados de 2024 devido à menor disponibilidade de fundos da poupança.

Em janeiro de 2026, essas operações com recursos livres somaram R$ 2,26 bilhões, registrando uma alta de 3,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

CAPTAÇÃO DA POUPANÇA

Quanto à captação da poupança SBPE, o primeiro mês do ano manteve o comportamento sazonal de saques elevados, influenciado pela concentração de despesas típicas de início de ano, como impostos e gastos escolares. A captação líquida fechou negativa em R$ 18,8 bilhões, um resultado ligeiramente melhor que os R$ 20,3 bilhões negativos registrados em janeiro de 2025. Com isso, o saldo total das cadernetas encerrou janeiro em R$ 752,5 bilhões

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