Caixa retoma financiamento para imóveis de luxo e amplia atuação no mercado imobiliário
Nos últimos anos, a estratégia da instituição focou na priorização de recursos para imóveis de menor valor, sob o Sistema Financeiro da Habitação
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A Caixa Econômica Federal anunciou a reabertura das linhas de crédito imobiliário para a aquisição de imóveis residenciais com valor de avaliação superior a R$ 2,25 milhões. A medida marca o retorno do banco ao financiamento de unidades de alto padrão vinculadas ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) com recursos da poupança (SBPE), segmento que estava com as contratações individuais suspensas desde 2024.
Nos últimos dois anos, a estratégia da instituição focou na priorização de recursos para imóveis de menor valor, sob o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com o objetivo de democratizar o acesso ao crédito e atender um volume maior de famílias. No entanto, o cenário mudou após ajustes regulatórios realizados pelo Banco Central em 2025. As novas regras sobre o depósito compulsório aumentaram a liquidez do SBPE, permitindo que a Caixa voltasse a injetar capital em faixas mais elevadas do mercado.
Segundo Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa, essa retomada é um passo estratégico para o fortalecimento do relacionamento do banco com o público de alta renda. A executiva destaca que a ampliação do escopo de atuação não apenas diversifica a carteira da instituição, mas também atua como um catalisador para o aquecimento de toda a cadeia produtiva da construção civil e do mercado imobiliário nacional.
CONSTRUÇÕES
Além da aquisição de imóveis prontos, o banco também reestruturou o financiamento para construção nessas modalidades, agora sob um viés de responsabilidade ambiental. Para acessar o crédito destinado à construção no SFI, os projetos devem obrigatoriamente conquistar o Selo Casa Azul Uni. A certificação avalia a eficiência da concepção e execução das obras, classificando-as nos níveis Bronze, Prata ou Ouro. A exigência reflete o endurecimento das metas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) da instituição, condicionando o apoio financeiro a práticas que reduzam o impacto ambiental e melhorem o desempenho dos empreendimentos.