Denúncia de assédio sexual em escola no Recife é investigada pelo MPPE

Segundo a Secretaria de Educação de Pernambuco, medidas imediatas junto à unidade escolar e à GRE Recife Norte e o professor foi afastado da escola

Por JC Publicado em 21/01/2026 às 14:21

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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as apurações sobre uma denúncia de assédio sexual envolvendo um professor e uma aluna da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Luiz Delgado, no bairro da Boa Vista, no Recife.

A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor de Justiça Salomão Abdo Aziz Ismail Filho, no dia 15 de janeiro de 2026.

A investigação tem como base uma denúncia anônima registrada na Ouvidoria do MPPE, em 2 de dezembro de 2025, que relatou supostos episódios de assédio sexual contra alunas, além de comportamento agressivo e descaso em sala de aula atribuídos a um professor da unidade de ensino. 

A portaria ressaltou que todos têm direito a uma educação segura e de qualidade, e que é dever do Estado, da família e da sociedade proteger crianças, adolescentes e jovens de qualquer tipo de violência ou discriminação.

Entre as providências determinadas pelo MPPE , a Secretaria de Educação deverá informar o andamento ou a conclusão da sindicância, no prazo de até 20 dias.

 

Sindicância administrativa instaurada

Segundo informações da Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE-PE), a sindicância administrativa sobre o caso já foi instaurada e encontra-se em fase de instrução.

Em nota enviada a coluna Enem e Educação, nesta quarta-feira (21), a pasta informou que tomou medidas imediatas junto à unidade escolar e à Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Norte, em conformidade com a legislação que assegura a preservação dos direitos das pessoas envolvidas.

"A pasta reafirma seu compromisso com a proteção dos estudantes e com a manutenção de um ambiente escolar seguro e respeitoso, e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com todas as investigações", afirmou a SEE.

 

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