Waldemar Borges se dispõe a dar parecer sobre empréstimo no plenário da Alepe para apressar votação
Como o Governo tem maioria no plenário, a expectativa é de que o plenário não só aprove os empréstimos, como restabeleça o projeto original

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Um dos primeiros deputados de Oposição na Assembleia a fazer objeções à concessão de mais autorizações de empréstimo para a governadora Raquel Lyra, o deputado Waldemar Borges, do PSB, se dispôs esta quarta-feira a dar o parecer da Comissão de Administração, da qual é presidente, no próprio plenário para, se for o caso, apressar a decisão de toda a casa sobre o assunto. A deputada Débora Almeida, que conversou com o parlamentar sobre o assunto, fez essa revelação em pronunciamento e aproveitou para apelar, mais uma vez, ao presidente Álvaro Porto para pautar o quanto antes a votação, do primeiro empréstimo de R$1,5 bi, alegando que ele é fundamental para o Arco Metropolitano e a continuidade da duplicação da BR-232.
Débora viu na postura de Waldemar, segundo revelou a este blog, um sinal de que este empréstimo e o de R$ 1,7 bi, que vai ser apreciado pela Comissão de Justiça, na próxima terça-feira, podem receber sinal verde da Alepe ainda no mês de setembro. Como o Governo tem maioria no plenário a expectativa é de que o plenário não só aprove os empréstimos como restabeleça o projeto original do Governo, derrubando emenda do deputado Antonio Coelho que propôs, e está sendo aprovado pela maioria oposicionista nas comissões, destinar 50% do valor projetado para obras e ações nos municípios, o que, no entender dos governistas, é ilegal.
O empréstimo de R$ 1,5 bi já passou pelas comissões de Justiça e de Finanças e só falta a de Administração. Como esta comissão só se reúne na próxima quarta-feira, o deputado Waldemar Borges fez a proposta de antecipação com o parecer de sua comissão feito no plenário, como é comum quando há interesse na Alepe de apressar a votação de uma matéria. A pauta de votações, porém, é definida pelo presidente Álvaro Porto, mas caso ele assim o determine, o empréstimo pode ir a plenário na próxima terça-feira, dia em que os deputados fazem questão de estar presentes na Alepe pois matérias de quórum qualificado são votadas nesse dia da semana.
Sai CPI e entram Lula e Bolsonaro
Com a CPI judicializada, a sessão plenária da Assembleia esta quarta-feira foi ocupada por embates entre bolsonaristas e petistas. O deputado Doriel Barros, do PT, fez um pronunciamento sobre a baixa aprovação de Lula nos meios evangélico e do agronegócio ao que chamou de “ingratidão”. Com números disse que Lula destinou recursos às pessoas mais pobres, que seriam evangélicas em sua maioria, segundo ele, e ao agronegócio do que Bolsonaro. Assim que saiu da tribuna foi acusado pelos deputados Alberto Feitosa e Renato Antunes, do PL, de ter agredido os evangélicos chamando-os de ingratos e dominados pelos pastores. Renato afirmou que os evangélicos não gostam de Lula porque “ele e o PT defendem o aborto, a ideologia de gênero e atacam a família”. Doriel tentou se explicar afirmando que nem todo evangélico é contra Lula: “conheço muitos que o admiram”.
Pergunta que não quer calar
Quem vai fazer a maior manifestação no dia 7 de setembro – a direita ou a esquerda?
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