Consultora de imagem entra em estado vegetativo após cirurgia de baixo risco; família denuncia negligência médica
A família denuncia negligência médica e busca responsabilização civil, criminal e ética dos profissionais envolvidos
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Uma cirurgia considerada de baixo risco resultou em consequências irreversíveis para a consultora de imagem Camila Nogueira, de 38 anos, que entrou em estado vegetativo após um procedimento realizado em agosto do ano passado.
A família denuncia negligência médica e busca responsabilização civil, criminal e ética dos profissionais envolvidos.
O que aconteceu
Camila foi submetida a uma cirurgia para retirada da vesícula e correção de hérnia. De acordo com a denúncia apresentada pela família, durante o procedimento ocorreram pelo menos oito episódios de apneia, interrupções da respiração, seguidos de uma parada cardiorrespiratória.
Segundo os relatos, o procedimento teve início por volta das 11h05. No entanto, registros do monitor da sala cirúrgica indicariam que, desde as 10h47, Camila já apresentava ventilação inadequada e falhas na oxigenação.
A deficiência respiratória teria provocado episódios repetidos de apneia, evoluindo para um quadro de bradicardia, quando os batimentos cardíacos diminuem em razão da baixa oxigenação.
Por volta das 11h15, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória causada pela má ventilação. Ainda conforme a denúncia, a parada só foi identificada às 11h18, quando foram iniciadas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar, que se estenderam até aproximadamente 11h33.
Representação no CREMESP e ação judicial
Diante do ocorrido, a família de Camila protocolou uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) para apuração de possível infração ética por parte dos profissionais envolvidos.
Segundo os familiares, o processo administrativo ficou paralisado durante o recesso do conselho, entre 20 de dezembro e 20 de janeiro.
Até o momento, a família afirma não ter recebido informações sobre o andamento da investigação, nem sobre a identidade do conselheiro responsável pelo caso.
Além da apuração ética, foi ajuizada uma ação na esfera criminal para investigar eventuais responsabilidades penais decorrentes do procedimento.
Busca por responsabilização
A família sustenta que houve falhas graves na condução da cirurgia e na monitorização da paciente. O objetivo, segundo os advogados, é identificar os responsáveis e garantir que eventuais culpados sejam punidos.
O caso é apontado como um alerta para profissionais de saúde e para a sociedade, por envolver um procedimento rotineiro, realizado diariamente em hospitais de todo o país.
A defesa destaca a importância do chamado “dano punitivo pedagógico”, no qual a responsabilização judicial também cumpre o papel de prevenir que erros semelhantes se repitam.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial, com base em vídeo autoral da TV Jornal, sob monitoramento de jornalistas profissionais.