Pacientes relatam demora para cirurgias no Hospital Getúlio Vargas, no Recife
Familiares afirmam que procedimentos foram adiados ou remarcados e cobram esclarecimentos sobre a espera
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Pacientes e acompanhantes do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife, relatam demora para a realização de cirurgias e cobram esclarecimentos sobre a previsão dos procedimentos. Entre os casos relatados estão pacientes que aguardam há semanas ou meses e cirurgias que, segundo os familiares, foram remarcadas mais de uma vez.
Um dos casos é o do marido de Moana, de 35 anos. Segundo ela, o homem apresentou um coágulo na mão esquerda e o ferimento teria evoluído para uma infecção. Ele foi levado ao Hospital Getúlio Vargas para realizar uma cirurgia, mas, de acordo com a esposa, o procedimento ainda não foi marcado.
“Eu estou vendo meu marido perder o dedo. Ter que amputar o dedo por negligência médica, por cuidado. É capaz de pegar uma bactéria generalizada”, relatou.
Outra paciente, Márcia, afirma que o marido está internado há quatro meses à espera de uma cirurgia plástica. Segundo ela, ele sofreu uma queda de um caminhão e teve um corte profundo no pé esquerdo. O procedimento teria sido marcado para a semana passada, mas não foi realizado porque ainda seriam necessários um procedimento vascular e um novo parecer cardiológico.
“Meu esposo está precisando dessa cirurgia plástica e estou aqui há quatro meses e oito dias. Marcaram para ele fazer a semana passada, mas não fizeram o vascular nem o parecer cardiológico”, contou.
Também há o caso de Antônio, morador de Ribeirão, na Mata Sul de Pernambuco, que afirma aguardar há mais de dois meses por uma cirurgia no braço. Segundo ele, o procedimento já foi remarcado quatro vezes.
“Dizem que vai fazer minha operação e nunca faz. Faço fome aqui e nada feito. Toda vez que vem, é falta de um exame”, relatou.
Monique também acompanha o marido, que está internado após sofrer um acidente de moto e fraturar o punho. Segundo ela, o paciente chegou a ficar em jejum para realizar a cirurgia, mas continua aguardando o procedimento após 22 dias de internação.
“Uma cirurgia tão simples de eles fazer e mandar para casa, mas não. Meu marido está 22 dias aí esperando essa cirurgia. O osso já colou e agora vai ter que quebrar o osso”, afirmou.
A reportagem solicitou um posicionamento ao Hospital Getúlio Vargas sobre os casos relatados e aguarda resposta da unidade para atualizar as informações.