Mãe de jovem encontrada morta na BR-101 presta depoimento no DHPP, no Recife
Mãe e sócia de Maria Luísa, de 19 anos, foram ouvidas pela polícia; jovem estava desaparecida e foi encontrada morta a tiros na BR-101
Clique aqui e escute a matéria
A mãe de Maria Luísa, de 19 anos, e uma sócia da jovem prestaram depoimento nesta terça-feira (1º) no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. As duas foram acompanhadas por um advogado da família e passaram horas na unidade policial.
Maria Luísa estava desaparecida desde a última sexta-feira (28). O corpo da jovem foi localizado na BR-101, na altura do bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife. Segundo familiares, ela foi morta a tiros e teria sido torturada. As circunstâncias e a motivação do crime ainda são investigadas pela polícia.
Família busca respostas sobre morte de jovem
De acordo com o relato da família, Maria Luísa era mãe de duas crianças, uma menina de dois anos e um menino de quatro, e não costumava passar a noite fora de casa. A ausência da jovem chamou a atenção da mãe, que tentou entrar em contato com ela por mensagens.
Diante da falta de resposta, a mãe foi ao DHPP em busca de informações sobre o paradeiro da filha. Ela também foi orientada a procurar hospitais e o Instituto de Medicina Legal (IML).
No IML do Recife, a mãe recebeu a informação de que uma jovem havia dado entrada na unidade. Ao ouvir a descrição de uma tatuagem, ela passou mal antes mesmo de realizar o reconhecimento do corpo e precisou ser socorrida.
Posteriormente, ela retornou ao IML e reconheceu Maria Luísa.
Advogado diz que imagens serão analisadas pela polícia
Após o depoimento, o advogado Sérgio Gonçalves afirmou que imagens de câmeras de segurança e informações fornecidas por comerciantes devem ser analisadas durante a investigação.
“As imagens que foram apresentadas, tenho certeza que a autoridade policial vai colher todas as imagens necessárias. Temos as câmeras, temos o pessoal das lojas, os comerciantes, muita gente está trazendo informações e tudo vai ser levado à autoridade policial, porque a gente não pode acusar sem provas”, declarou.
Segundo o advogado, a expectativa é de que a investigação consiga esclarecer a dinâmica do crime e identificar os responsáveis.
“A delegada vai elucidar esse fato com início, meio e fim e tenho certeza, pela experiência dela, que nessas próximas horas a gente vai ter conclusões relacionadas a esse fato”, afirmou.
A investigação está sob responsabilidade do DHPP. Até o momento, a polícia não informou se há suspeitos identificados ou presos. A motivação do assassinato também não foi divulgada.