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Policial realiza manobra e salva bebê de sete meses que se engasgou no Recife

O caso aconteceu no dia primeiro de agosto, na Avenida Otacílio Azevedo, quando uma equipe da Polícia Militar passava pelo local

Por Aisha Vitória Publicado em 18/08/2026 às 17:19

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Um bebê de sete meses foi salvo por policiais militares após se engasgar com um iogurte no bairro do Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife. O caso aconteceu no dia primeiro de agosto, na Avenida Otacílio Azevedo, quando uma equipe da Polícia Militar passava pelo local e percebeu a mãe e a avó da criança pedindo ajuda.

Segundo o aspirante Rafael de Figueiroa, os policiais estavam saindo do bairro de Dois Unidos quando avistaram as duas mulheres com o bebê nos braços. Ao perceberem a viatura, elas correram em direção aos agentes e informaram que a criança estava engasgada.

“Na hora eu já identifiquei o que era. Eu peguei ele (o bebê), coloquei sob a minha mão esquerda e comecei a fazer a manobra, com batidinhas nas costas dele e compressões na parte do tórax. E aí, mandei todo mundo entrar na viatura, ligar a sirene e partir para a UPA.”, contou o policial.

Ida para a UPA

Como a criança ainda apresentava sinais de obstrução, os policiais colocaram a família na viatura e seguiram para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Durante o trajeto, o bebê começou a tossir e expeliu bastante secreção. O policial manteve a criança posicionada lateralmente para evitar que o material voltasse a obstruir as vias aéreas.

Ao chegarem à UPA, o bebê já conseguia respirar novamente. A equipe médica realizou o atendimento e utilizou um equipamento para retirar a secreção acumulada. Segundo Rafael, a mãe informou posteriormente que a criança ficou um pouco molinha no dia do incidente, mas apresentou melhora a partir do dia seguinte e está bem e estável.

A mãe contou ao policial que o bebê havia se engasgado enquanto comia um produto lácteo, dado pela avó. Para Rafael, a situação foi marcada pelo medo e pela tensão, principalmente por envolver uma criança tão pequena. 

“Eu tenho uma filha que também é um bebê, de dois anos. Passei cerca de um ano vendo vídeos sobre isso o tempo todo. E, graças a Deus, deu tudo certo. Mas, no dia seguinte, fiquei pensando muito nisso. E foi uma experiência até difícil de descrever. Você pega a criança ali na sua mão e fica com medo de não conseguir, enfim. É muito difícil”, relatou.

Segundo ele, esse conhecimento foi importante para que pudesse agir rapidamente no momento do socorro.

Apesar do susto, o atendimento rápido fez com que o bebê voltasse a respirar antes de chegar à unidade de saúde. A criança recebeu atendimento médico e, conforme o relato repassado pela mãe, se recuperou bem.

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Aisha Vitória

amendonca@jc.com.br

Estagiária, cursando Comunicação Social – Jornalismo na Uninassau.