Polícia Civil desarticula a "Gangue do Rolex", grupo suspeito de roubar relógios de luxo na Zona Sul do Recife
Investigação aponta que organização criminosa escolhia vítimas com relógios de alto valor e enviava os objetos roubados para outros estados
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Uma organização criminosa suspeita de praticar roubos de relógios de luxo na Zona Sul do Recife foi alvo de uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco. Segundo a corporação, o grupo, conhecido como “Gangue do Rolex”, atuava com divisão de tarefas, escolhendo vítimas e utilizando motocicletas para executar os assaltos.
De acordo com as investigações, um dos integrantes era responsável por circular pelas ruas e identificar pessoas usando relógios de alto valor. Após a escolha das vítimas, as informações eram repassadas a outros dois suspeitos, que realizavam os roubos.
A polícia informou que os alvos eram, principalmente, homens com relógios avaliados em valores que podem ultrapassar R$ 100 mil. Os criminosos se aproximavam das vítimas em motocicletas e anunciavam o assalto.
Investigações apontaram três endereços usados pelo grupo
O suspeito apontado como responsável pela escolha das vítimas foi preso no dia 19 de janeiro, após ser abordado em um veículo com placa adulterada. Durante a apuração, a Polícia Civil identificou três imóveis que seriam utilizados pela organização criminosa.
Um deles fica em Caixa d’Água, em Olinda, onde, segundo a investigação, eram organizados os planos dos crimes. Outro endereço seria a residência apontada como sendo do líder do grupo. Já uma casa em Jaboatão dos Guararapes teria sido usada para esconder e adulterar as motocicletas utilizadas nos roubos.
Durante as ações, duas armas foram localizadas. A polícia também cumpriu mandados de prisão contra dois suspeitos apontados como responsáveis pela execução dos roubos. Eles já estavam presos no sistema penitenciário.
Relógios eram levados para outros estados
A Polícia Civil ainda investiga o destino dos relógios roubados, mas aponta que os objetos eram retirados de Pernambuco após os crimes. A suspeita é de que parte do material era encaminhada para São Paulo e até para outros países.
Segundo a investigação, a organização teria uma conexão interestadual e internacional, com possível envio dos relógios para o Paraguai.
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