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Mãe e padrasto são presos suspeitos de torturar criança em Ipojuca

As prisões foram realizadas na última segunda-feira (20), segundo a Polícia Civil de Pernambuco; agressões começaram quando o menino tinha 6 anos

Por Aisha Vitória Publicado em 24/04/2026 às 8:43

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Um homem de 40 anos e uma mulher de 28 foram presos suspeitos de torturar uma criança no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife.

As prisões foram realizadas na última segunda-feira (20), segundo informou a Polícia Civil de Pernambuco.

De acordo com as investigações, as agressões teriam começado quando o menino tinha cerca de 6 anos. Hoje, com 9, ele está sob a guarda do pai e em segurança. O caso veio à tona após atendimento médico, quando a vítima deu sinais de que sofria violência dentro de casa.

Descoberta das agressões

A criança foi levada inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Camela com uma ferida na perna que, segundo relato da mãe, teria sido causada durante uma partida de futebol. No entanto, profissionais de saúde desconfiaram da versão ao identificarem outras lesões pelo corpo.

Encaminhado ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, o menino apresentou comportamento depressivo e chorou durante o atendimento. Em um momento sem a presença da mãe, ele relatou à equipe que vinha sendo agredido em casa.

Segundo a delegada Letícia Gomes, responsável pelo caso, exames clínicos identificaram bolhas e queimaduras na mucosa da boca da criança.

“A questão da água foi um dos momentos de castigo por simples ódio do padrasto. Ele esquentou a água e fez o menino ingerir”, afirmou em entrevista à TV Jornal.

Perícia

A perícia confirmou as queimaduras. Ainda de acordo com a investigação, o menino apresentava diversas cicatrizes pelo corpo e sinais de lesões antigas, incluindo fraturas que já haviam cicatrizado, o que indica um histórico contínuo de violência.

O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o caso. Profissionais de saúde também relataram indícios de abalo psicológico, como quadro depressivo.

Os suspeitos foram autuados em flagrante pelo crime de tortura e permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.

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