Barreira desliza após fortes chuvas e soterra parte de casa em Olinda; idosa escapa por pouco
Duas residências foram atingidas em Caixa d’Água; Defesa Civil esteve no local e descartou risco de desabamento
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Uma barreira deslizou após as fortes chuvas e soterrou parte de uma casa no bairro de Caixa d’Água, em Olinda, na manhã desta quarta-feira (1º). Duas residências foram atingidas, mas não houve feridos. Uma idosa de 76 anos, que mora no imóvel mais afetado, escapou por pouco após sair minutos antes do desabamento.
O deslizamento aconteceu por volta das 7h, após uma madrugada de chuva intensa na Região Metropolitana do Recife. Parte de um muro localizado na área mais alta da encosta cedeu com a pressão da terra encharcada e atingiu uma casa situada abaixo, deixando o local coberto por barro e destroços.
No imóvel atingido na parte inferior mora uma idosa de 76 anos, que não estava em casa no momento do incidente. Segundo familiares, ela havia saído pouco antes, o que evitou uma tragédia.
Já na residência localizada na parte superior, estavam seis pessoas da mesma família no momento do desabamento. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
As informações são da TV Jornal, que acompanhou a ocorrência ao vivo. A filha da idosa relatou o desespero ao acordar com o barulho e os gritos de vizinhos. “Graças a Deus minha mãe não estava em casa. O material a gente até recupera, mas perdemos muita coisa conquistada com muito esforço”, afirmou.
Defesa Civil
A Defesa Civil de Olinda esteve no local e iniciou a avaliação da área. Segundo o secretário-executivo do órgão, coronel Albuquerque, o desabamento foi provocado pela força da água acumulada no terreno e pela fragilidade da estrutura construída. “O muro acabou cedendo por conta da pressão da terra com o volume de chuva. Foi uma estrutura feita sem a função adequada de contenção”, explicou.
De acordo com ele, equipes devem realizar a retirada dos entulhos e seguir com o monitoramento da área. Apesar do ocorrido, não há indicação de interdição imediata das casas atingidas. “A princípio, pela forma como ocorreu e pela distância entre o ponto do deslizamento e as residências, não há risco de colapso estrutural”, afirmou.
O representante da Defesa Civil também destacou que a área já está mapeada como de risco e que obras de contenção estão previstas. Segundo ele, o processo para intervenção deve ser iniciado nos próximos dias, com prazo que pode variar entre 30 e 60 dias após os trâmites legais.
Moradores, no entanto, seguem apreensivos, principalmente com a continuidade das chuvas. A região apresenta histórico de risco, com encostas e outras residências em situação vulnerável.
O estado de Pernambuco permanece em alerta para novos deslizamentos e alagamentos, especialmente em áreas de morro, devido à previsão de mais chuvas ao longo dos próximos dias.
Telefones da Defesa Civil
Em situações de urgência, como risco de deslizamentos, alagamentos em residências ou necessidade de resgate, a recomendação é acionar imediatamente a Defesa Civil. Já para informações, orientações ou registro de ocorrências sem gravidade, os canais também estão disponíveis para atendimento à população.
Pernambuco: 199 ou (81) 3181-2490
Recife: 0800.081.3400
Municípios da Região Metropolitana:
- Jaboatão dos Guararapes – (81) 3461.3443 / (81) 99195.6655
- Camaragibe – (81) 2129.9564 / (81) 99945.3015 / 153
- Olinda – (81) 99266.5307 / 0800.081.0060
- Paulista – (81) 99784.0270 / 3371.7992
- Abreu e Lima – (81) 97347.2443
- Moreno – (81) 98299.0974 / (81) 98128.2018
- Araçoiaba – (81) 3543.8983
- Cabo de Santo Agostinho – 0800.281.8531
- Igarassu – (81) 99460.9073
- Itamaracá – (81) 3181.2490 / 199
- Ipojuca – (81) 99231.8607 (WhatsApp)
- Itapissuma – (81) 98844.5216
- São Lourenço da Mata – (81) 98338.5407
Entenda o significado dos níveis de alerta da Apac
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) utiliza níveis de alerta para indicar o grau de severidade das chuvas e seus possíveis impactos:
Observação: chuvas de baixa intensidade, sem riscos significativos
Estado de Atenção: previsão de chuvas moderadas, com possibilidade de transtornos pontuais
Alerta: chuvas fortes, com risco de alagamentos e deslizamentos
Alerta Máximo: cenário crítico, com alto risco de desastres
A recomendação é acompanhar os boletins oficiais e seguir as orientações das autoridades.