Incêndio em apartamento deixa duas crianças mortas no Residencial Ignez Andreazza, Grande Recife
Fogo começou na madrugada desta quinta (19); irmãos de 9 e 11 anos morreram e tiveram corpos liberados pelo IML após incêndio em Areias
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Duas crianças morreram num incêndio em um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife. As vítimas dormiam no mesmo quarto, no segundo andar de um dos blocos. O chamado foi registrado por volta das 4h, indicando que o incêndio teve início entre 3h30 e 4h da manhã. Cinco pessoas moravam no imóvel, as crianças, além dos pais e do avô.
Duas crianças morreram
Rodrigo Magalhães de Lira Júnior, de 11 anos, e Antônio Emanuel de Paula Magalhães, de 9 anos não resistiram às chamas e morreram antes mesmo da chegada das equipes de socorro. Outras três pessoas da mesma família foram resgatadas com vida e encaminhadas ao Hospital da Restauração, na área central do Recife. Uma terceira criança também estava no imóvel, mas foi resgatada com vida.
O apartamento fica na Avenida Tapajós, em frente a um colégio, no bairro de Areias. Construído em 1983, o Ignêz Andreazza é o maior conjunto residencial da América Latina. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e devem ser investigadas após a conclusão do trabalho das equipes no local.
Corpos das crianças são liberados pelo IML
Os corpos dos irmãos de 9 e 11 anos foram liberados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) no início da noite desta quinta-feira (19).
A liberação ocorreu após familiares providenciarem a segunda via das certidões de nascimento das crianças. Mais cedo, parentes estiveram no local, mas não conseguiram concluir o procedimento por falta da documentação.
Após a liberação, os corpos seguiram para uma funerária. O velório deve ocorrer na manhã desta sexta-feira (20), mas a família não divulgou horário nem local.
Bombeiros apontam dificuldade de acesso
O tenente Paulo Roberto, do Corpo de Bombeiros, destacou as condições encontradas no imóvel e lamentou a morte das crianças. “Sentimos a perda das duas crianças. Infelizmente, a primeira equipe identificou muitos materiais e eletrônicos acumulados, dificultando o acesso e intensificando a fumaça".
De acordo com o perito André Amaral, a quantidade de entulhos acumulados já apresentava risco de incêndio. Ele relatou que haviam vários materiais eletrônicos espalhados pelo imóvel. "O local era totalmente irregular, diante da situação que estava, não sei como não aconteceu antes. Se não fosse pela equipe do Corpo de Bombeiros, o prédio iria a baixo. Inclusive o apartamento de cima está interditado, com rachaduras consideráveis", explica.
Ocorrência mobilizou equipes
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que cinco equipes foram acionadas para combater as chamas. Além dos bombeiros, a equipe de vigilância interna do condomínio relata que prestou auxílio na tentativa de conter as chamas usando os recursos disponíveis, inclusive extintores.
"Desde os primeiros instantes, os serviços de emergência foram acionados, havendo apoio inicial no local dentro das limitações operacionais do condomínio e em conformidade com os protocolos de segurança", diz trecho da nota do Residencial Ignez Andreazza.
O condomínio manifestou profundo pesar pela tragédia e informou que serão adotadas as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições, inclusive para avaliação de medidas adicionais de prevenção e segurança.
"O Condomínio Ignez Andreazza manifesta profundo pesar pelo trágico incêndio ocorrido na madrugada desta quinta-feira, 19 de março de 2026, em unidade residencial do conjunto, solidarizando-se, com os familiares das vítimas e com toda a comunidade condominial. Neste momento de dor, o Condomínio se une em luto, reconhecendo o impacto humano do ocorrido e reafirmando seu respeito e apoio a todos os atingidos."
Defesa Civil aponta infiltração e mantém imóvel interditado
De acordo com a Defesa Civil, o apartamento onde ocorreu o incêndio não teve comprometimento estrutural, apesar de apresentar trincas e rachaduras. Mesmo assim, o imóvel permanecerá interditado até a realização dos serviços de recuperação.
Já o apartamento de baixo, o 104, apresentou forte infiltração devido à água utilizada no combate às chamas. Por isso, os moradores foram orientados a permanecer na casa de familiares.
*Com informações da TV Jornal
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