Criança com autismo é agredida dentro de escola municipal em São Lourenço da Mata, denuncia família
Menino de 4 anos apresentou hematomas nos braços, rosto e axila; família registrou boletim de ocorrência e exame no IML confirmou agressões
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Um menino de quatro anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista, teria sido agredido por uma professora dentro de uma escola municipal em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife. O caso foi denunciado pela família após a identificação de marcas no corpo da criança.
Segundo a mãe, os hematomas foram percebidos quando a avó foi dar banho no menino, após o retorno da escola. “Estava muito calor e a professora colocou um casaco nele. Quando minha mãe chegou em casa e tirou a roupa, viu os hematomas no braço”, relatou.
A criança contou que pediu para ir ao banheiro, mas não foi autorizada. De acordo com a mãe, ele disse que a professora “apertou com força os braços” e também teria apertado o nariz. As lesões levaram a família a registrar um boletim de ocorrência.
O menino foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), que constatou, segundo a mãe, marcas compatíveis com agressão. “Tinha marcas visíveis de dedo, um beliscão no outro braço e arranhões de unha embaixo da axila”, afirmou.
Emocionada, a mulher disse ter ficado em choque ao constatar as lesões. “A gente coloca o filho na escola para estudar, não para ser agredido".
Falta de acompanhamento
A mãe informou que, no ato da matrícula, entregou laudos médicos que indicam autismo e TDAH e solicitou acompanhamento especializado em sala de aula. Segundo ela, a direção afirmou que a prefeitura não tinha condições de disponibilizar o profissional no momento.
No ano passado, o menino teria frequentado a mesma escola por apenas uma semana, também por falta de suporte. “Mandaram atividade para casa uma única vez. O resto do ano ele ficou sem frequentar a escola”, disse.
Ela afirma que decidiu insistir na matrícula este ano para garantir o desenvolvimento do filho. “Ele tem quatro anos e já sabe escrever o nome porque eu ensino".
Escola contesta versão
De acordo com a mãe, ao procurar a gestão da unidade escolar após o ocorrido, ouviu que a professora não teria cometido as agressões. “Ele disse que confiava no trabalho dela e questionou se eu tinha certeza do que estava dizendo".
A família informou ainda que a escola não possui câmeras de segurança.
O caso está sendo investigado pela polícia. A mãe afirma que espera justiça e que situações semelhantes não se repitam. “Quero justiça pelo meu filho e que a prefeitura dê suporte de qualidade às crianças atípicas do município".
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