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Homem que atirou em torcedor do Náutico na Rosa e Silva é preso após 13 anos do crime

Família celebra decisão judicial e critica pena aplicada; vítima ficou com sequelas permanentes após tiro na nuca em 2013. Confira

Por JC Publicado em 19/02/2026 às 9:33 | Atualizado em 19/02/2026 às 9:50

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Treze anos após o torcedor do Náutico Lucas Lyra ser baleado na nuca durante uma confusão entre torcidas na Avenida Rosa e Silva, no Recife, homem apontado como autor do disparo foi preso pela Justiça.

Sobre o crime

O crime ocorreu em 16 de fevereiro de 2013. Lucas seguia com primos e amigos para assistir à partida entre Náutico e Central, pelo Campeonato Pernambucano, quando houve tumulto envolvendo grupos de torcedores rivais. Durante a confusão, José Carlos Feitosa Barreto efetuou o disparo que atingiu a parte posterior da cabeça da vítima.

O tiro provocou perda de massa encefálica e deixou sequelas permanentes. Lucas ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado e perdeu parte da visão e da audição. Desde então, passou por longo processo de reabilitação e depende de acompanhamento contínuo.

Sidney Lucena/JC Imagens
Baleado na nuca em 2013, torcedor do Náutico convive com sequelas permanentes enquanto família comemora cumprimento da decisão judicial - Sidney Lucena/JC Imagens

Família celebra condenação

A família afirmou ter recebido a notícia da prisão com alívio. A irmã, Mirela Lyra, declarou: “Recebemos a notícia da prisão do homem com muita gratidão a Deus, com a sensação de que a Justiça estava sendo feita, que ele não seria mais um caso de impunidade.”

A mãe, Cristina Lyra, destacou o período de espera até a responsabilização. “São 13 anos de muita luta e sofrimento e a gente sempre acreditou na Justiça, que um dia seria estabelecida e finalmente saiu. Meu filho não é mais um número na estatística da impunidade.”

Atualmente, a família reside no bairro da Torre, no Recife. O quarto de Lucas foi adaptado para atender às necessidades decorrentes das limitações físicas. Na esfera cível, a empresa de ônibus que havia contratado o condenado como segurança foi condenada, em 2024, ao pagamento de R$ 2 milhões por danos materiais, morais e estéticos.

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