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Blocos prolongam festa na Quarta-feira de Cinzas e mantêm tradição no Grande Recife

De Água Fria a Olinda, passando por Paulista, agremiações transformaram as cinzas em frevo, reunindo multidões que resistem ao fim do Carnaval

Por Fagner Clemente Publicado em 18/02/2026 às 21:29

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Mesmo após os dias oficiais de festa, a Quarta-feira de Cinzas foi marcada por desfiles que mantiveram o clima carnavalesco no Grande Recife. Em Água Fria, na Zona Norte da capital, o bloco Os Irresponsáveis, tradição que já dura mais de quatro décadas, voltou às ruas seguindo pela Avenida Beberibe com sete trios elétricos. Entre os destaques estiveram as bandas Asas da América, Beleza Pura e a cantora Silvana Salazar. 

Em Paulista, no litoral norte, o Bacalhau na Vara, no Paratibe, também reuniu os chamados “inimigos do fim”. O bloco surgiu há 57 anos, a partir de uma festa de família, segundo o presidente Seu Eli Eustáquio em entrevista à TV Jornal. De acordo com ele, a tradição começou em frente ao antigo cinema de Paratibe, hoje um supermercado, quando um bacalhau foi colocado na ponta de uma vara e reuniu cerca de 30 pessoas. Desde então, a celebração passou de geração em geração e se consolidou como o maior bloco do litoral norte de Pernambuco. Neste ano, contou com destaque para apresentações de Almir Rouche.

Já em Olinda, o tradicional Bacalhau do Batata voltou a desfilar pelas ladeiras do Sítio Histórico, reunindo foliões que ainda não querem se despedir do Carnaval. A cidade também foi palco do aniversário do Boi da Macuca, que completou 37 anos, enquanto o grupo celebra 72 anos de trajetória ligada a Zé da Macuca. As apresentações arrastaram multidões pelas ruas, mantendo viva a tradição de prolongar a festa mesmo após o encerramento oficial do período carnavalesco.

 

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