Entorse de tornozelo cresce entre corredores de rua e preocupa especialistas; saiba como identificar
Lesão aparece com frequência na corrida de rua e pode ser evitada com fortalecimento muscular, atenção ao terreno e escolha correta do tênis
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A corrida de rua continua entre as atividades físicas mais populares do planeta e também lidera a prática esportiva em 2025. Dados do relatório de Tendências Esportivas do aplicativo Strava, que reúne mais de 180 milhões de usuários, apontam a modalidade como a mais registrada globalmente neste ano.
No Brasil, o avanço também é expressivo. A pesquisa “Por Dentro do Corre”, realizada pela Olympikus em parceria com a Box1824, mostra que cerca de dois milhões de pessoas começaram a correr em 2025. Com isso, o país chegou a aproximadamente 15 milhões de praticantes que saem para correr ao menos uma vez por semana.
O crescimento da modalidade, porém, também traz um efeito colateral: o aumento de lesões entre os atletas amadores. Entre elas, a entorse de tornozelo aparece como uma das ocorrências mais comuns durante treinos e provas.
Segundo o ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo, Dr. Fernandes Arteiro, a lesão costuma acontecer quando a articulação sofre um movimento brusco além do limite natural, geralmente ao pisar de forma inadequada.
“Na corrida de rua, o tornozelo é constantemente exigido. Basta um desnível no terreno ou um passo mal apoiado para ocorrer a torção”, explica.
O que causa a entorse no tornozelo?
Alguns fatores aumentam as chances de que o problema aconteça. Entre eles estão correr em ruas de paralelepípedo ou asfalto irregular, treinar à noite com pouca visibilidade, participar de provas com grande concentração de atletas e não realizar fortalecimento muscular específico para a região.
A gravidade da entorse pode variar. Nos casos mais leves, o corredor sente dor e percebe inchaço na região afetada. Já nas situações mais graves, podem ocorrer rompimentos de ligamentos, hematomas mais intensos e sensação de instabilidade na articulação.
Como tratar?
O especialista alerta que muitas pessoas acabam subestimando a lesão. “Muita gente torce o tornozelo, descansa dois ou três dias e volta a correr sem avaliação adequada. Isso pode favorecer instabilidade crônica e novas torções no futuro”, alerta.
O tratamento depende da intensidade da lesão. Pode envolver imobilização temporária, fisioterapia e um processo de reabilitação para recuperar a estabilidade do tornozelo. Em quadros mais graves, quando há ruptura ligamentar significativa ou instabilidade persistente, a cirurgia pode ser indicada.
Para reduzir o risco de lesões, a recomendação é observar o tipo de terreno, escolher um tênis adequado para a corrida e investir no fortalecimento dos músculos da perna e do tornozelo. “A corrida traz inúmeros benefícios, mas a continuidade na prática depende de articulações estáveis e bem preparadas”, conclui.