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6 mitos e verdades sobre a ressaca para curtir o Carnaval com segurança

Água, comida e sono fazem diferença? Entenda o que realmente ajuda a evitar o mal-estar depois da folia e quais hábitos merecem atenção.

Por Myllena Wu Publicado em 09/02/2026 às 10:49 | Atualizado em 09/02/2026 às 11:29

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O Carnaval é uma maratona para o corpo. Entre blocos lotados, calor intenso e noites curtas, o organismo trabalha no limite e costuma cobrar a conta no dia seguinte.

Embora a dor de cabeça seja o sintoma mais lembrado, especialistas alertam que o sistema digestivo também sofre com os exageros.

“Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica irritada”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Rodrigo Barbosa.

Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da folia”, continua.

Outro ponto de atenção são os alimentos consumidos na rua. “A má conservação dos alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando vômito, diarreia e febre”, alerta o médico.

A seguir, veja o que é mito e o que é verdade quando o assunto é ressaca.

Carnaval: 5 mitos e verdades sobre a ressaca

1. Beber água entre as doses evita a ressaca?

  • Verdade — mas não faz milagres.

Intercalar água com bebidas alcoólicas ajuda a combater a desidratação, uma das principais causas de sintomas como tontura e fraqueza.

Ainda assim, o álcool continua irritando o estômago e impactando o organismo. Ou seja, hidratar-se diminui os danos, mas não neutraliza o excesso.

2. Comer antes de beber protege o estômago?

  • Verdade (com moderação).

Alimentar-se antes de consumir álcool desacelera sua absorção, reduzindo a agressão imediata à mucosa gástrica.

No entanto, “comida muito gordurosa pode piorar náusea, refluxo e sensação de estufamento depois”, explica.

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3. Diarreia no dia seguinte é normal?

  • Depende.

O álcool pode acelerar o funcionamento do intestino e causar episódios leves. No entanto, sinais como febre, sangue nas fezes ou sintomas que persistem por mais de dois dias exigem avaliação médica, pois podem indicar infecção alimentar.

4. Tomar remédio antes de beber evita a ressaca?

  • Mito — e potencialmente perigoso.

Não existe medicamento capaz de bloquear os efeitos do álcool. A combinação com analgésicos ou anti-inflamatórios pode sobrecarregar o fígado e aumentar o risco de gastrite e sangramentos. O uso preventivo só deve ocorrer com orientação profissional.

5. Comer algo pesado no fim da festa “cura” a ressaca?

  • Mito.

A parada no fast food pode até trazer conforto momentâneo, mas alimentos gordurosos são mais difíceis de digerir — especialmente quando o estômago já está irritado.

O resultado costuma ser mais enjoo e desconforto abdominal no dia seguinte.

6. Dormir pouco piora o mal-estar digestivo?

  • Verdade.

A privação de sono altera hormônios e favorece processos inflamatórios, agravando sintomas como azia e má digestão.

Sempre que possível, reservar algumas horas para um descanso real faz diferença na recuperação do corpo.

Quando a ressaca deixa de ser normal?

Segundo o especialista, é importante procurar avaliação médica se houver dor abdominal forte, vômitos persistentes, diarréia intensa, febre ou sinais de desidratação.

“No Carnaval, o problema raramente é um único fator. É o combo de álcool, pouca água, comida pesada, calor e sono irregular que sobrecarrega o sistema digestivo. Pequenos cuidados já fazem grande diferença”, conclui.

No fim das contas, prevenir ainda é a melhor estratégia: manter a hidratação, priorizar alimentos seguros e respeitar os próprios limites são atitudes que ajudam a garantir que a única lembrança da festa seja a diversão e não o mal-estar.

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