Os 10 piores filmes de 2025
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Todo ano entrega seus tropeços, mas 2025 conseguiu concentrar decepções em franquias grandes, nomes fortes e projetos caríssimos. Filmes que chegaram prometendo impacto e acabaram esquecidos poucas semanas depois.
A lista abaixo reúne os 10 filmes mais frustrantes de 2025, todos disponíveis nos streamings. Alguns erram feio. Outros erram por pouco. Mas todos deixam aquela sensação incômoda de tempo desperdiçado.
A Guerra dos Mundos
O maior erro aqui é simples: nada parece perigoso. As cenas de invasão se acumulam, mas não existe progressão dramática. Cada ataque alienígena soa igual ao anterior, como se o filme estivesse preso em um loop visual.
Os personagens são mal definidos. Não há um ponto de vista forte, ninguém reage de forma crível ao colapso do mundo. Tudo acontece rápido demais para gerar medo e lento demais para gerar tensão.
O resultado é um filme que faz muito barulho, mas nunca assusta. E para uma história que vive do pânico coletivo, isso é imperdoável.
Capitão América: Admirável Mundo Novo
O filme sofre de um problema grave: não sabe que tipo de Capitão América quer mostrar. Sam Wilson passa boa parte do tempo reagindo aos acontecimentos, nunca realmente conduzindo a narrativa.
As cenas de ação são genéricas, filmadas sem identidade, e os conflitos políticos parecem existir só para preencher diálogo, sem consequências reais. O vilão entra e sai da trama sem peso, sem presença.
O pior é que o filme evita qualquer risco. Ele não desafia o legado do escudo, nem constrói algo novo. Fica no meio do caminho.
The Electric State
Aqui dá para sentir exatamente onde o filme se perde: prioriza cenário em vez de história. O mundo é bonito, detalhado, cheio de ideias visuais interessantes, mas os personagens não acompanham.
As relações são superficiais. Momentos que deveriam emocionar passam rápido demais, sem construção. A jornada parece automática, como se os personagens estivessem apenas se movendo de uma cena estilosa para outra.
Until Dawn: Noite de Terror
O maior erro da adaptação é transformar um jogo baseado em escolhas difíceis em um filme onde todo mundo toma decisões estúpidas. Nada aqui parece orgânico.
Os sustos são telegráficos, a câmera avisa quando algo vai acontecer e os personagens ignoram sinais óbvios de perigo. Em vez de tensão psicológica, sobra um terror mecânico.
O filme até tenta replicar momentos icônicos do jogo, mas sem contexto eles perdem força. O resultado é um terror que não assusta e ainda irrita.
Branca de Neve
Nada nesse filme parece vivo. Os cenários digitais são excessivos, os números musicais não fluem e os personagens falam como se estivessem presos a um manual de “releitura”.
A protagonista não passa carisma, a vilã não impõe medo e os conflitos parecem resolvidos antes mesmo de se tornarem relevantes. Falta conflito real, falta emoção.
É um filme que tenta atualizar um clássico, mas acaba soando plástico, sem magia e sem personalidade.
A Noite Sempre Chega
O filme aposta em repetição emocional: a mesma angústia, o mesmo conflito, as mesmas situações ligeiramente rearranjadas. O problema é que não há evolução. Não é um filme ruim por excesso, mas por desgaste.
A protagonista gira em círculos, o roteiro não apresenta novos elementos e o impacto vai se diluindo conforme o tempo passa. Quando o clímax chega, já é tarde demais para causar efeito.
Smurfs (2025)
Aqui tudo soa calculado demais. As piadas parecem escritas para testes de audiência, os personagens repetem bordões e o ritmo é acelerado para esconder a falta de criatividade.
Não há uma cena realmente memorável. Tudo passa rápido, barulhento, sem pausa para construir humor ou afeto. É entretenimento automático, sem identidade. Um filme que existe apenas para preencher catálogo.
Karate Kid: Lendas
O filme tenta expandir o universo, mas não constrói relações. Os treinos são apressados, os conflitos surgem do nada e a jornada de superação parece protocolar.
Falta tempo para o aprendizado, falta peso emocional nas derrotas. Tudo acontece rápido demais para importar. Comparado ao cuidado narrativo de Cobra Kai, esse filme parece um resumo mal feito da própria essência da franquia.
Star Trek: Seção 31
O tom sombrio não é o problema. O problema é abandonar completamente o espírito de Star Trek. Aqui, os dilemas morais são rasos e a ação ocupa espaço demais.
Os personagens agem sem reflexão, a trama aposta em espionagem genérica e a identidade da franquia se perde. Parece outro universo, só com o nome emprestado. Para quem acompanha Star Trek há anos, é um choque. Para quem chega agora, é só confuso.
Rua do Medo: Rainha do Baile
Depois de capítulos criativos, esse filme opta pelo caminho mais fácil. A estrutura é previsível, os assassinatos não surpreendem e o suspense nunca cresce de verdade.
O clima retrô vira decoração, não narrativa. E quando o filme termina, fica a sensação de que a franquia merecia um encerramento mais ousado. É uma despedida apressada e sem impacto.
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