Os personagens de The Vampire Diaries que envelheceram muito mal

Por Observatório do Cinema Publicado em 07/12/2025 às 18:02

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Há algo quase mágico em perceber que The Vampire Diaries estreou há 16 anos e ainda domina conversas, shipps e tretas nas redes como se nunca tivesse acabado. Damon, Elena e Stefan continuam rendendo debates acalorados, mas quando revisitamos a série com o olhar de 2025, algumas coisas simplesmente não passam mais batido.

E não estou falando de CGI duvidoso ou trilhas de festa da década passada, o problema aqui são personagens que envelheceram mal demais. Hoje, certos comportamentos que antes eram romantizados se tornaram alvo de críticas pesadas.

Uma heroína de moral duvidosa

Xerife Liz Forbes sempre foi tratada como o “pilar moral” de Mystic Falls. Mas, revendo a série hoje, é impossível não notar como seu senso de justiça era flexível. Ela fechava os olhos para situações extremamente graves, especialmente quando envolviam Damon e Caroline.

Liz, ao ignorar a relação claramente problemática entre Damon e sua filha adolescente, revela uma negligência que hoje causa estranhamento. Em um mundo cada vez mais atento a dinâmicas de abuso, essa postura soa alarmante.

A vilã que o fandom tentou salvar

Katherine Pierce sempre foi o caos. Uma anti-heroína antes de isso virar moda, sedutora, estratégica e cheia de traumas. Mas será que ela era realmente a personagem “mal compreendida” que tanto defendemos? Será que o fandom passou pano demais?

Porque a verdade é que Katherine manipulou os irmãos Salvatore, destruiu vidas, e sempre escolheu seu próprio benefício acima de qualquer afeto. Ela transformava dor em arma e adorava fazer isso. Hoje, essa glamurização do “vilão sedutor” perdeu força. Ainda dá para defendê-la?

Meredith Fell e a ética que virou pó

Dr. Meredith Fell surgiu cercada de mistério, mas rapidamente se revelou um problema ético ambulante. Usar sangue de vampiro em pacientes sem consentimento? Do ponto de vista atual, isso seria manchete de escândalo nacional. Na TV, passou quase despercebido. Como assim?

Seus métodos colocaram vidas em risco e alteraram futuros inteiros. Elena só se tornou vampira porque Meredith tomou decisões secretas, empurrando-a para um destino irreversível. Quantas histórias foram detonadas pelas “boas intenções” da médica?

Elena Gilbert: a heroína perfeita que nunca foi tão perfeita assim

Elena era o coração da série. A garota forte, altruísta, apaixonada. O centro moral da história. Mas será que ela realmente era tudo isso? Quando olhamos sua jornada, percebemos atitudes que passam longe da imagem de “boa moça”.

Ela exigia sacrifícios constantes, especialmente de Bonnie, sem medir o impacto disso. Tomava decisões impulsivas movidas pela própria dor, mesmo quando isso colocava outras pessoas em risco. E, claro, temos o triângulo amoroso: Elena mantinha Damon e Stefan presos numa montanha-russa que hoje parece, no mínimo, injusta.

Klaus Mikaelson não resiste ao teste do tempo

Klaus é um dos maiores fenômenos do universo TVD. Carismático, brutal, trágico. Um vilão que despertava empatia. Mas, quando olhamos de novo, será que não romantizamos demais a violência dele? Será que confundimos charme com redenção?

Ele assassinou famílias inteiras, torturou pessoas, destruiu vidas, inclusive da própria família. O fato de “amaciar” ao lado de Caroline não apaga séculos de terror. E rever isso hoje expõe o quanto histórias de “vilões sensíveis” perderam força. Alguns atos simplesmente não cabem em narrativas romantizadas.

Kelly Donovan: uma personagem problemática

Kelly Donovan talvez não estivesse entre os nomes mais lembrados da série, mas deveria estar, pelas razões erradas. Ela abandonou os filhos, ignorou responsabilidades básicas e ainda se envolveu com garotos muito mais jovens. Algo que, hoje, geraria uma discussão enorme.

Seu retorno na 8ª temporada só reforçou sua falta de evolução: em vez de reparar danos ou apoiar Matt, ela escolheu se aliar a Katherine por pura inclinação ao caos. Quantas vezes esse comportamento foi questionado na época? Quase nunca.

Stefan Salvatore e o mito do “irmão do bem”

Stefan era o romântico. O controlado. A “luz” que contrastava com a escuridão de Damon. Mas essa imagem cai por terra quando lembramos do Ripper, não como detalhe do passado, mas como parte real de quem ele sempre foi. Será que Stefan era tão santo assim?

Ele arrasou vilas inteiras, ganhou apelido de serial killer e, por anos, ignorou a gravidade do que fez, tratando a versão assassina de si mesmo como se fosse “outro Stefan”. Essa dissociação, vista hoje, revela problemas profundos no personagem.

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