Anime ‘Witch Hat Atelier’ mergulha numa fórmula de fantasia bruxa batida, mas encontra sua magia própria no sistema mágico e na animação
A produção, baseada na série de mangás de Kamome Shirama, chega ao Brasil no dia 6 de abril, a partir das 11h, através da Crunchyroll
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Um dos animes mais aguardados do ano, Witch Hat Atelier está chegando no streaming para os assinantes da Crunchyroll. Prometendo um roteiro fiel ao mangá original de Kamome Shirama, um visual impecável, personagens cativantes e uma história que trabalha, em conjunção, desespero e esperança, a animação é muito bem sucedida em flechar o coração de quem assiste logo de cara. Na trama, Coco, uma menina que vive em um pequeno vilarejo com sua mãe costureira, é apaixonada por magia e sonha em se tornar uma bruxa. O problema é que, nesse universo, a mágica não é acessível para todos: só aqueles que já nasceram com a bruxaria no sangue são capazes de manipulá-la. No entanto, um acontecimento inusitado faz com que ela descubra que a verdade não é bem essa.
Enquanto trabalha com a mãe, Coco conhece o bruxo Qifrey que, após um pequeno incidente envolvendo clientes da costureira, precisa usar suas habilidades e manipular magia para consertar a situação. A forma como a bruxaria funciona é desconhecida, os bruxos só fazem feitiços a sós e com ele não é diferente. Só que a protagonista não se segura e decide bisbilhotar o trabalho — é aí que ela descobre que tudo o que aprendeu sobre magia estava errado e que seu sonho pode estar mais próximo do que ela imaginava. Depois de tentar conjurar feitiços sozinha, ela é descoberta por Qifrey e se torna sua aprendiz. Mas tudo isso tem um objetivo maior: ao que parece, os bruxos tem um inimigo que planeja semear a discórdia no mundo e precisam ser impedidos.
Sob a cortesia da Crunchyroll, o Social1 teve acesso antecipado aos dois primeiros episódios de Witch Hat Atelier, que serão lançados simultaneamente na próxima segunda-feira, dia 6 de abril, a partir das 11h. Os próximos capítulos devem ser disponibilizados semanalmente.
Primeiras Impressões
Witch Hat Atelier tem uma premissa aparentemente simples. A trama de bruxos aprendizes e escolas de magia já foi bastante explorada por diversos formatos de mídia, mas, ainda sim, esta produção parece ter algo de especial, um pequeno toque de mágica em si mesma. A trama de Coco já começa com força e curiosidade e, ainda que soe um pouco como algo já visto em algum lugar, consegue envolver pelos mistérios, dá vontade de continuar e descobrir o que está por trás desse universo. A própria personagem é uma das principais responsáveis por isso: é cativante, doce e observadora — sabe enxergar magia nas coisas cotidianas e isso já lhe dá um quê de extraordinária. Enquanto isso, Qifrey também carrega uma certa delicadeza, mesclada com algumas incógnitas.
Ao lado deles, vale destacar as colegas aprendizes de Coco: Tetia, Richeh e Agott. Ao menos inicialmente, as três parecem seguir modelos de personalidade já carimbados na cultura otaku. São fórmulas amplamente utilizadas porque funcionam e, mesmo que sejam batidas, dão certo com essas personagens. A razão disso pode ter por trás, entre outras coisas, o visual delas. O trabalho de Kairi Unabara com o design de personagens é sublime e esses cinco bruxinhos que dão vida ao universo do anime nestes primeiros episódios têm singularidades e características irresistíveis.
Talvez o maior ponto de destaque da história, que a diferencia das demais do gênero, seja seu sistema de magia. Aqui, a mágica funciona a partir de desenhos, da escrita de símbolos específicos, cada um deles com um significado, uma potência. Quanto mais caprichada a gravura, mais forte a magia. Existe todo um ecossistema de feitiços, com regras e proibições, que o espectador descobre de uma forma muito prazerosa junto com a protagonista.
Também é mérito do anime o cuidado com a sua animação e traços. Inicialmente, o lançamento da produção estava marcado para 2025, no entanto, o estúdio BUG Films, responsável por ela, decidiu adiar a estreia para entregar o melhor possível na qualidade. Claro, a espera valeu a pena. É visível o primor com cada frame, cada movimento, cada detalhe do cenário. Observar a arte dos quadros é um prato cheio para quem leva em grande consideração a animação.
Os ansiosos para acompanhar logo os desdobramentos da trajetória de Coco no mundo da bruxaria podem recorrer aos mangás, que são lançados no Brasil pela Panini. Mas, para quem decidir aguardar pelos episódios, a espera vai compensar caso Witch Hat Atelier mantenha o padrão de qualidade dos primeiros episódios.