Glossário dos romances: os tropes mais comuns nas narrativas - e que com certeza você conhece
Termos como 'enemies to lovers' dominam redes sociais; entenda o que são os clichês que guiam os livros e os filmes de romance de sucesso
Clique aqui e escute a matéria
Seja nos livros, seja no audiovisual (filmes e séries), você com certeza já se deparou com ao menos um padrão de narrativas românticas - e quem sabe até identifica prováveis desfechos. Mas o que você talvez não saiba é que isso tem nome: os tropes.
O que é trope?
Os tropes (ou tropos) nada mais são do que clichês narrativos, fórmulas ou temas recorrentes que os autores usam para guiar a dinâmica do casal. E longe de ser algo ruim, são justamente eles que fazem a gente comprar um livro ou assistir um filme sabendo exatamente o tipo de frio na barriga que vai sentir.
Quais são os tropes mais comuns no universo dos romances?
Enemies to lovers (De inimigos a amantes)
Aqui, os protagonistas se odeiam ativamente no começo da história — seja por causa de uma rivalidade familiar, profissional ou puramente porque "o santo que não bateu". A graça está na tensão latente: as faíscas de irritação lentamente se transformam em química incontrolável. É o clássico "quem desdenha quer comprar".
Grumpy x sunshine (O ranzinza e a raio de sol)
Pense em um poço de otimismo, cores e alegria contagiante sendo obrigado a conviver com alguém de cara amarrada, poucas palavras e roupas pretas. A dinâmica do oposto que se atrai funciona muito aqui, porque o personagem "ranzinza" sempre acaba cedendo e abrindo uma exceção (e o coração) apenas para a sua "raio de sol".
Fake dating (Namoro de mentira)
Por algum motivo muito específico — fazer ciúmes em um ex, agradar a família no Natal ou salvar as aparências no trabalho —, duas pessoas decidem fingir que estão namorando. Eles criam regras estritas para não se apaixonarem, mas o contato forçado, os olhares em público e o famoso "só temos uma cama no hotel" mudam os planos rapidamente.
Friends to lovers (De amigos a amantes)
Ao contrário do ódio que vira amor, aqui a base é o carinho e o conforto de uma amizade de longa data. O conflito principal gira em torno do medo de estragar a relação e perder o melhor amigo. É um trope mais confortável, focado na intimidade e no momento exato em que um dos dois percebe que o sentimento mudou.
Proximidade forçada
Eles não planejavam passar tanto tempo juntos, mas o destino (ou um elevador quebrado, uma nevasca ou um projeto de trabalho) os tranca no mesmo espaço. Sem ter para onde fugir, os protagonistas são obrigados a conversar, encarar as próprias barreiras e, inevitavelmente, notar a presença um do outro de um jeito diferente.