Ficar muito tempo sentada pode achatar o glúteo? Entenda o "bumbum de cadeira"
O nome parece brincadeira, mas "bumbum de cadeira" chama atenção para hábito comum: passar muitas horas sentado e se movimentar pouco ao longo do dia.
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Home office, computador, trânsito e longas jornadas de trabalho fazem com que muitas pessoas passem boa parte do dia sentadas. É nesse contexto que surgiu a expressão “bumbum de cadeira”, usada para descrever uma aparência menos projetada ou firme dos glúteos.
Apesar de popular, o termo não corresponde a um diagnóstico médico. A questão por trás dele está menos na cadeira em si e mais na quantidade de movimento que existe — ou deixa de existir — no restante da rotina.
Quando longos períodos sentados são acompanhados por pouca atividade física e baixo estímulo muscular, os glúteos podem perder condicionamento.
Ficar muito tempo sentada realmente achata o bumbum?
O glúteo máximo participa de movimentos cotidianos como caminhar, levantar, subir escadas e estender o quadril. Durante longos períodos sentado, porém, essa musculatura é menos solicitada.
Por isso, não é possível estabelecer simplesmente que “sentar achata o bumbum”. A relação depende do conjunto de hábitos.
Uma pessoa pode passar algumas horas trabalhando sentada e manter uma rotina ativa; outra pode permanecer sentada durante grande parte do dia e ainda realizar pouca atividade física.
“Quando você passa muitas horas sentada e, fora dali, também não estimula essa musculatura, o glúteo recebe menos estímulo. Não é simplesmente uma questão de ficar algumas horas em uma cadeira, mas do conjunto da rotina”, explica Danuza Alves, diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre.
“Quanto menos essa musculatura é solicitada, maior pode ser a percepção de um bumbum menos firme e com o desenho menos evidente”.
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O que acontece com os glúteos quando ficamos sentados?
Enquanto uma pessoa permanece sentada, os tecidos da região dos glúteos sofrem compressão pelo peso corporal. Ao mesmo tempo, a musculatura permanece menos ativa do que em movimentos como caminhar ou subir escadas.
Isso ajuda a entender porque uma rotina prolongada de inatividade pode estar relacionada a mudanças na percepção do contorno corporal. O efeito, porém, não é igual para todo mundo e não deve ser atribuído exclusivamente ao tempo passado na cadeira.
Como evitar o chamado “bumbum de cadeira”?
Interromper períodos prolongados sentado é uma das medidas destacadas pela médica. Levantar da cadeira, caminhar e trocar parte do tempo sedentário por movimento ajudam a aumentar a atividade ao longo do dia.
O fortalecimento dos glúteos também entra nessa equação, já que exercícios específicos estimulam a musculatura e contribuem para a manutenção do condicionamento.
A aparência da região, entretanto, envolve outros elementos. Distribuição de gordura, qualidade da pele, idade, variações de peso e características individuais também interferem no formato dos glúteos.
“Quando uma paciente chega dizendo que o bumbum caiu ou ficou mais reto, é preciso olhar o conjunto. Às vezes a principal questão é falta de estímulo muscular; em outros casos, existem características da pele, da gordura ou do próprio contorno que precisam ser avaliadas individualmente”, diz a diretora.
“A cadeira sozinha não muda o bumbum. O chamado ‘bumbum de cadeira’ tem muito mais relação com uma rotina de pouca ativação e movimento. E nenhum procedimento estético substitui fortalecimento e uma rotina ativa”, conclui Danuza.