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Whey ficou caro? Saiba que outras proteínas podem ser consideradas (inclusive pelos veganos)

Além das pessoas afetadas pela alta de preço do suplemento, veganos, vegetarianos e intolerantes à lactose podem optar pelo whey vegano

Por Paloma Xavier Publicado em 04/06/2026 às 14:03 | Atualizado em 04/06/2026 às 14:22

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A febre da proteína que invadiu os supermercados globais encontrou um grande obstáculo: a escassez na cadeia de suprimentos. Na ânsia de atender à demanda dos consumidores, gigantes do setor alimentício lançaram uma enxurrada de produtos "turbinados" — desde os waffles Protein Eggo e bebidas da Starbucks até uma infinidade de barras, shakes, doces e refrigerantes.

No centro desse boom está o whey protein, que se tornou o ingrediente estrela da indústria por ser uma proteína completa, de fácil digestão e excelente solubilidade.

Segundo a rede de serviços financeiros StoneX, nos últimos 12 meses, o preço da matéria-prima do whey disparou 105%, com a tonelada do concentrado de whey com 80% de teor proteico (WPC 80) atingindo € 22 mil (cerca de R$ 128 mil) na União Europeia nas duas primeiras semanas de maio — ainda não há um dado consolidado para o Brasil, pois há poucos fabricantes no País.

Já nos EUA, de acordo com o Departamento de Agricultura local, alguns dos principais fornecedores já esgotaram suas vendas do subproduto da fabricação de queijo para o restante do ano. Isso acende o alerta para situações similates que podem ocorrer em outros locais do mundo.

Diante desse cenário, consumidores do whey protein têm buscado alternativas para substituir a proteína. Além de poder suprir a substância pela alimentação com alimentos como frango, ovo, carne bovina, peixes e grão-de-bico, uma opção é investir o chamado whey vegano.

O que é o whey vegano?

Enquanto o whey protein que costumamos ver no dia a dia é um suplemento alimentar feito a partir da proteína do soro do leite (ou seja, um subproduto da produção de queijo), o whey vegano é derivado de fontes vegetais, como a ervilha, a soja e o arroz.

Entre as principais motivações para a escolha desse tipo de suplemento estão o auxílio na recuperação e crescimento muscular e a saciedade e o controle do peso. Além disso, intolerantes à lactose, veganos e vegetarianos podem optar por esse tipo de suplemento para atingir as metas de proteína.

Os vegetarianos e veganos precisam tomar whey?

A resposta curta é: não necessariamente. De acordo com a nutricionista Izabelly Ramos, quem segue uma dieta vegetariana ou vegana consegue atingir todas as metas de proteína apenas com uma alimentação variada, equilibrada e com o aporte calórico correto. Os alimentos sólidos dão conta do recado.

No entanto, a suplementação — seja com o chamado whey vegano ou outras proteínas vegetais — torna-se uma excelente aliada em cenários específicos. Entre as principais proteínas vegetais estão soja, lentilha, chia, aveia em flocos e leguminosas em geral.

Quando a suplementação de proteína é indicada?

A especialista aponta 5 grupos e situações em que o uso do suplemento é recomendado:

  • Dificuldade de ingestão na dieta: Quando o indivíduo apresenta deficiências nutricionais e não consegue comer o volume necessário de alimentos para bater a meta proteica.
  • Atletas e praticantes de exercícios intensos: Pessoas com alta demanda física que precisam de muita proteína. Nestes casos, o suplemento facilita a logística e ajuda a bater a meta sem causar aquela sensação de estufamento (saciedade excessiva).
  • Idosos: Com o passar dos anos, o processo de síntese proteica do corpo fica menos eficiente. Suplementar ajuda a preservar a massa magra e a prevenir a sarcopenia (perda de força e músculos ligada à idade).
  • Processos de emagrecimento: Em dietas com restrição de calorias para perda de peso, o foco é perder gordura e manter os músculos. O suplemento ajuda a proteger a massa magra.
  • Gestantes e lactantes: Grávidas e mulheres que estão amamentando têm uma necessidade aumentada de nutrientes. Muitas vezes, a logística ou a própria saciedade impedem que elas atinjam essa meta apenas com a comida.

Vale destacar que cada corpo funciona de um jeito. Izabelly reforça que, para saber a quantidade exata e o melhor tipo de proteína para a sua rotina, o ideal é contar com o planejamento individualizado de um nutricionista.

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