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Passinho do Jamal: Especialista explica a importância da proteção de autoria na era das redes

Após viralizar ao redor do mundo, o Passinho do Jamal levantou um grande debate sobre a autoria dentro da internet; entenda mais

Por Bianca Tavares Publicado em 27/05/2026 às 10:38

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O "passinho do Jamal" viralizou de maneira estrondosa nas redes sociais, sendo aderido em diversas dancinhas do TikTok, marcas e até artistas internacionais. Com a fama repentina, a coreografia criada pelo brasileiro rapidamente virou uma das tendências mais reproduzidas da atualidade.

Mas como todo poder vem atrelado com uma grande responsabilidade, o caso abriu o debate sobre a proteção de obras nas redes sociais e os melhores caminhos para transformar a visibilidade atual em renda.

Segundo a advogada e sócia do escritório Escobar Advocacia, Maria Wanick, especialista em propriedade intelectual, a facilidade com que os conteúdos se espalham na internet pode ser uma oportunidade para que os criadores invistam em oportunidades comerciais e protejam suas obras.

“Jamal já conquistou algo muito importante no ambiente das redes: a associação direta da criação ao seu nome. Todo mundo reconhece que é o ‘Passinho do Jamal’. Esse reconhecimento dos direitos morais de autor fortalece a identidade do criador e pode abrir portas para diversas estratégias de proteção e monetização”, afirma.

Em casos de uso em campanhas publicitárias, marketing ou de outros contextos comerciais, algumas alternativas podem ser utilizadas. “Em situações de exploração comercial, é possível buscar orientação especializada para avaliar os direitos envolvidos e construir estratégias de proteção e negociação”, explica Maria.

Com tantas oportunidades de negócios disponíveis, é preciso fortalecer ainda mais a sua marca pessoal. “Uma criação que conquista grande alcance pode gerar novas possibilidades profissionais. O criador pode desenvolver projetos com empresas, produzir conteúdos comerciais, fortalecer sua marca pessoal e ampliar sua atuação no mercado”, afirma.

 Além disso, a criação deve seguir na mesma linha. “Dependendo do caso, é possível buscar proteção de elementos ligados à atuação artística, como o registro como marca do nome artístico para oferecer produtos e serviços no mercado, criando ainda mais segurança para o desenvolvimento da carreira”, detalha.

A lei já prevê o que fazer para a proteção de obras intelectuais, incluindo cirações coreográficas. "O registro e a organização adequada de provas de autoria podem contribuir para fortalecer a segurança jurídica do criador e facilitar futuras negociações comerciais. Quanto mais cedo o criador busca orientação especializada, maiores são as possibilidades de estruturar a proteção da obra e construir estratégias de valorização daquele patrimônio intelectual”, destaca.

“As redes sociais aceleram a circulação das criações e ampliam oportunidades. Por isso, conhecer os instrumentos de proteção intelectual e contar com assessoria adequada pode fazer toda a diferença para transformar criatividade em patrimônio e oportunidades de crescimento profissional”, finaliza.
Maria Wanick

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“As redes sociais aceleram a circulação das criações e ampliam oportunidades. Por isso, conhecer os instrumentos de proteção intelectual e contar com assessoria adequada pode fazer toda a diferença p

Maria Wanick

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