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Qual é o último lugar do mundo a virar o ano?

Conheça as ilhas remotas que encerram o ciclo global e entenda como a geografia define o final da jornada do Réveillon ao redor do planeta

Por Alice Lins Publicado em 25/12/2025 às 22:21

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Enquanto as luzes das festas já se apagaram na maior parte do mundo e muitos já estão aproveitando o almoço do dia 1º de janeiro, um pequeno grupo de locais ainda aguarda a contagem regressiva.

Devido à vasta extensão dos fusos horários, a transição para o novo ano leva cerca de 26 horas para ser concluída em todo o globo. O encerramento dessa jornada acontece em pontos isolados do Oceano Pacífico, marcando o fim definitivo do ciclo anterior na Terra.

A solidão das ilhas Baker e Howland

Os pontos geográficos que oficialmente encerram o calendário anual são as ilhas Baker e Howland. Localizadas no fuso horário UTC-12, essas ilhas são territórios não incorporados dos Estados Unidos e ficam situadas quase exatamente a meio caminho entre o Havaí e a Austrália. Elas são os últimos pedaços de terra firme a verem o sol se pôr no dia 31 de dezembro.

No entanto, há uma curiosidade: Baker e Howland são ilhas desabitadas. Atualmente, elas funcionam como refúgios nacionais de vida selvagem, servindo de habitat para aves marinhas e tartarugas. Portanto, embora sejam tecnicamente os últimos lugares a "virar o ano", não há festas, fogos ou multidões para celebrar o momento. O novo ano chega ali em silêncio, sob a luz das estrelas e o som das ond0as do Pacífico.

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Samoa Americana e a chance de celebrar duas vezes

Para encontrar o último lugar habitado a celebrar o Réveillon, precisamos olhar para o fuso horário UTC-11.

Esse título pertence à Samoa Americana, um território dos Estados Unidos, além de ilhas como Niue e as Ilhas Midway. Na Samoa Americana, a virada ocorre 25 horas depois de Kiribati (o primeiro lugar do mundo) e várias horas após o Brasil.

Essa posição geográfica cria um fenômeno curioso para os entusiastas de viagens: a possibilidade de comemorar o Ano Novo duas vezes. Como a vizinha Samoa (o país independente) mudou seu fuso horário para ser um dos primeiros do mundo, um voo de apenas 20 minutos separa os dois arquipélagos que estão em dias diferentes.

É comum que turistas celebrem a meia-noite em Samoa e depois peguem um avião para a Samoa Americana para viver a experiência novamente, voltando no tempo, literalmente.

O encerramento do ciclo de 26 horas

A dinâmica da virada do ano nos mostra como o tempo é uma convenção fascinante. O processo começa em Kiritimati e leva mais de um dia inteiro para varrer todos os continentes e oceanos. Quando a ilha Baker finalmente entra em 1º de janeiro, os habitantes das ilhas que iniciaram a festa já estão quase chegando ao dia 2 de janeiro.

Essa discrepância existe para que a Linha Internacional de Data possa organizar o comércio e as comunicações globais. Sem esses ajustes, seria impossível coordenar voos, transações bancárias e horários de navegação em um mundo redondo e em constante rotação.

O último lugar do mundo a virar o ano serve como um lembrete de que, não importa onde estejamos, o tempo é um ciclo contínuo que conecta todos nós.

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