Projeto amplia acesso de pessoas com deficiência visual a obras de arte no Centro do Recife
Mais de 30 obras de arte localizadas em espaços públicos do Centro do Recife passam a contar com audiodescrição gratuita a partir do próximo dia 20
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Mais de 30 obras de arte localizadas em espaços públicos do Centro do Recife passam a contar com audiodescrição gratuita a partir do próximo dia 20.
A iniciativa integra o projeto Recife para Todos Verem, que tem como objetivo ampliar o acesso de pessoas cegas e com baixa visão ao patrimônio artístico da capital pernambucana.
Disponível no site www.recifeartepublica.com.br, o conteúdo pode ser acessado diretamente em dispositivos móveis e reúne audioguias organizados em sete roteiros a pé, que percorrem áreas como o Bairro do Recife, Santo Antônio, Boa Vista e Santo Amaro.
Os áudios apresentam informações históricas sobre os locais, descrição detalhada das obras, dados sobre os artistas e orientações de deslocamento.
Entre os pontos contemplados estão o Marco Zero, a Rua do Bom Jesus, a Avenida Rio Branco, a Ponte Maurício de Nassau, a Rua da Aurora, a Rua dos Amores e áreas do bairro da Boa Vista.
O mapeamento inclui monumentos, esculturas, murais e grafites que fazem parte da paisagem urbana da cidade.
Embora estejam localizadas em espaços de livre acesso, essas obras raramente integram ações educativas voltadas a públicos com deficiência visual. O projeto busca preencher essa lacuna ao associar acessibilidade comunicacional e educação patrimonial, ampliando o alcance do acervo artístico da cidade.
A iniciativa parte do levantamento realizado pelo projeto Recife Arte Pública, que desde 2013 cataloga esculturas e murais do Recife e propõe a leitura da cidade como um museu a céu aberto.
Nesta nova etapa, foram incluídas também obras de arte urbana, como grafites e megamurais, com destaque para painéis da Rua dos Amores e da Boa Vista.
As audiodescrições foram produzidas por Vanessa Marques e Luanna Brennand, da Ferva Acessibilidade, com consultoria de Roberto Cabral e Michell Platini, ambos com deficiência visual. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Lupa Cultural e contou com incentivo da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Recife Criativo, da Prefeitura do Recife.
Segundo a idealizadora Lúcia Padilha, a proposta busca garantir que o patrimônio artístico da cidade possa ser conhecido por um público mais amplo. A expectativa é que a iniciativa seja ampliada futuramente para outras áreas da capital.