Skincare precoce: entenda os riscos de usar produtos inadequados para a idade
Entenda quais são os riscos do skincare precoce e saiba por que o uso de produtos inadequados para a idade pode prejudicar a pele. Confira!
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O interesse por skincare está começando cada vez mais cedo. Séruns, ácidos e produtos anti-idade, antes associados às rotinas adultas, passaram a fazer parte do universo de crianças e adolescentes.
O movimento é impulsionado, principalmente, pelo contato com conteúdos de beleza nas redes sociais. No Brasil, 22% das meninas entre 8 e 14 anos já usam ou usaram produtos anti-idade, segundo levantamento nacional de 2025 do Centro de Pesquisa da Mulher.
Rotina de skincare deve considerar a idade
Para Jéssica Starek, dermatologista da ALS Beauty & Personal Care, o interesse por cuidados com a pele desde cedo pode ser positivo.
No entanto, isso não significa que crianças e adolescentes devam reproduzir rotinas desenvolvidas para adultos ou utilizar os mesmos ativos.
“Cada fase da vida tem características e necessidades específicas. Uma criança ou um adolescente não precisa utilizar um produto voltado a rugas ou outros sinais de envelhecimento simplesmente porque aquele ativo ou aquela rotina ganhou popularidade”, explica.
Segundo a dermatologista, o ideal é optar por produtos adequados e testados para cada faixa etária, considerando as necessidades apresentadas pela pele.
Adolescência exige atenção com oleosidade e acne
Durante a adolescência, as alterações hormonais podem aumentar a produção de sebo e favorecer o surgimento de acne e oleosidade.
O uso de vários ativos ou de produtos inadequados para a idade pode causar problemas como dermatite de contato e agravamento da acne.
A inflamação provocada na pele também pode contribuir para acelerar o processo de envelhecimento, de acordo com a especialista.
Proteção solar é um hábito importante
“Estimular os adolescentes a cuidarem da pele é muito positivo, desde que isso seja feito com os produtos certos”, afirma Jéssica.
Entre os hábitos que podem ser construídos desde cedo estão a proteção solar e os cuidados adequados de higiene.
Quando surgem necessidades específicas, como acne ou sensibilidade, a dermatologista recomenda que a rotina seja orientada por um profissional.
Indústria precisa considerar o público jovem
A entrada mais precoce no universo da beleza também traz novos desafios para a indústria. Para Erlandi Salvador, diretor geral da ALS Beauty & Personal Care, o movimento influencia tanto o desenvolvimento de produtos quanto a forma como eles são avaliados para públicos mais jovens.
“O interesse de crianças e adolescentes pelo universo da beleza tem levado a indústria a olhar com mais atenção para esse público”, comenta.
Segundo ele, idade, características da pele, hábitos e necessidades precisam ser considerados no desenvolvimento dos produtos e nos estudos que avaliam sua segurança e seus benefícios.
Estudos avaliam produtos para diferentes faixas etárias
Esse cuidado também se estende à etapa de testes. Os estudos clínicos são desenvolvidos de acordo com o benefício que se pretende avaliar.
Na ALS Beauty & Personal Care, há pesquisas voltadas aos cuidados com a pele delicada de bebês e crianças.
Entre os produtos avaliados estão lenços umedecidos, loções, sabonetes e shampoos. A companhia também tem experiência no recrutamento de adolescentes e adultos para estudos relacionados à acne.
Segurança e eficácia precisam ser avaliadas
“Produtos desenvolvidos para públicos específicos exigem estudos que considerem as características de quem vai utilizá-los”, explica Erlandi.
No caso de crianças e adolescentes, o desenho da pesquisa, o perfil dos participantes e os parâmetros de segurança e eficácia precisam estar alinhados às necessidades desse público.
A metodologia também deve considerar essas características para que os estudos possam gerar evidências científicas sobre os benefícios dos produtos.