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"Efeito lifting sem derreter o rosto": por que o Xerf virou o segredo de Ana Hickmann e Kim Kardashian sem cirurgia

Tecnologia coreana de radiofrequência monopolar multifrequencial promete firmeza profunda e estímulo de colágeno em várias camadas

Por Giovanna Torreão Publicado em 24/09/2026 às 14:10

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A busca por tratamentos estéticos que entreguem resultados expressivos de rejuvenescimento sem a necessidade de intervenções cirúrgicas ou de alterar a identidade do rosto ganhou um novo e potente aliado.

Trata-se do Xerf, aparelho de radiofrequência monopolar desenvolvido na Coreia do Sul pela Cynosure Lutronic que rapidamente caiu nas graças de nomes de peso internacional como Kim Kardashian, Oprah Winfrey e Virginia Fonseca, além de celebridades nacionais como Ana Hickmann — que apostou na tecnologia antes de seu casamento com Edu Guedes.

No Recife, a novidade já desembarcou com exclusividade na clínica da dermatologista Dra. Fabia Valente, que incorporou a tecnologia após um minucioso processo de curadoria e testes práticos.

A evolução da radiofrequência: por que o Xerf é diferente?

Para entender o hype em torno do Xerf, é preciso olhar para a história da tecnologia. As ondas eletromagnéticas de radiofrequência monopolar não são novas no mercado — a pioneira Thermage estreou no início dos anos 2000, abrindo caminho para tratamentos de flacidez sem cortes.

No entanto, o procedimento antigo carregava a fama de ser altamente desconfortável devido ao aquecimento profundo irregular.

Com o passar dos anos, novas gerações de aparelhos surgiram para melhorar o conforto do paciente. Mas o Xerf deu um passo além ao introduzir uma tecnologia multifrequencial.

Enquanto a maioria das máquinas tradicionais opera com uma única frequência (geralmente focada na derme, em torno de 6,78 MHz), o Xerf combina 6,78 MHz e 2 MHz.

Na prática, isso significa que a energia consegue atuar de forma simultânea em diferentes profundidades da pele:

  • Camada superficial e média (derme): melhora a textura, suaviza linhas finas e estimula a contração das fibras de colágeno.
  • Camadas profundas (incluindo o SMAS e septos fibrosos): atinge a estrutura de sustentação da face e os ligamentos que dão firmeza aos tecidos musculares.
Reprodução / Instagram
Ana Hickmann apostou na tecnologia antes de seu casamento com Edu Guedes - Reprodução / Instagram

O grande trunfo: lifting sem "derreter" o rosto

Uma das maiores preocupações de quem busca procedimentos faciais avançados é o risco do emagrecimento excessivo da face.

Com o envelhecimento, os coxins de gordura facial já sofrem alterações naturais de volume; tratamentos agressivos que reduzem essa gordura podem acabar conferindo um aspecto envelhecido ou "cadavérico", especialmente em pessoas de rostos mais finos.

É justamente neste ponto que o Xerf se destaca.

O aparelho foi projetado para promover um aquecimento volumétrico intenso de alta performance sem ter como objetivo a redução da gordura facial.

Graças ao sistema inteligente de modulação de pulso (Wave Fit Pulse), a energia distribui-se de maneira gradual e uniforme, garantindo firmeza e contorno sem consumir o volume que a face precisa para se manter jovem.

"O Xerf trabalha na camada superficial, média e profunda de forma integrada. O resultado é um estímulo completo de colágeno que devolve a firmeza e redesenha o contorno sem alterar os traços naturais da paciente", pontua a dermatologista Fabia Valente.

 

Como é na prática o procedimento queridinho das famosas que promete colágeno em várias camadas

Quem tem receio de que procedimentos estéticos de alta tecnologia venham acompanhados de dor ou sofrimento pode respirar aliviado.

O protocolo começa com um acolhimento humanizado por parte da equipe médica e de fisioterapia dermatofuncional.

Logo na chegada, é aplicada uma pomada anestésica para garantir o máximo de conforto durante a sessão, que dura cerca de uma hora para o rosto inteiro.

Na prática, o que se sente é uma sensação de calor profundo gerada pela emissão de ondas eletromagnéticas, mas que é imediatamente neutralizada por um sistema de resfriamento inteligente acoplado à ponteira do aparelho.

O resfriamento protege a epiderme e controla a temperatura em tempo real, tornando a experiência perfeitamente tolerável e muito menos incômoda do que lasers tradicionais.

O paciente já sai da clínica com o contorno da mandíbula visivelmente mais desenhado e a pele esticada por um efeito imediato da contração das fibras.

Mas a verdadeira evolução acontece de forma progressiva, atingindo o pico máximo de produção de colágeno entre dois e três meses.

JC
Xerf combina 6,78 MHz e 2 MHz - JC

Sem "pós" dramático: vida normal imediata

Outro ponto alto relatado por quem se submete ao procedimento é a ausência de um tempo de recuperação complexo (downtime).

Embora o rosto possa apresentar um leve inchaço nas horas seguintes — uma reação natural do processo inflamatório controlado que desperta os fibroblastos —, os sinais desaparecem rapidamente em poucos dias.

Os cuidados pós-sessão são básicos e focados na proteção da pele, com destaque para o uso rigoroso do protetor solar e hidratação.

Não há necessidade de afastamento da rotina profissional ou social, permitindo o retorno imediato às atividades habituais.

Prevenção, modismo e longevidade estética

Indicado tanto para pacientes mais jovens — a partir dos 25 a 30 anos, como forma de preservar a "poupança de colágeno" ao longo dos anos — quanto para quem já lida com graus mais avançados de flacidez facial e corporal (como na região do abdômen), o Xerf consolida uma nova era na dermatologia estética.

Para a Dra. Fabia Valente, a chegada de tecnologias de ponta reforça uma tendência clara no setor: adiar ao máximo intervenções cirúrgicas mais agressivas e arriscadas por meio da manutenção preventiva.

"Cada dia mais a gente vai usar essas tecnologias para adiar procedimentos invasivos. A dermatologia com tecnologia entrega resultado real; é um benefício e um acesso que o paciente tem, mas sem tanto sofrimento", destaca a dermatologista.

A especialista também faz um alerta importante sobre o perigo de seguir tendências vazias impulsionadas pelas redes sociais, contrapondo o hype digital à segurança da indicação médica:

"É preciso ter um senso crítico em contraponto ao modismo. O Xerf virou febre porque foi utilizado por celebridades que falaram espontaneamente sobre ele. Isso devolve o valor à indicação médica personalizada, e não apenas seguir modismos", pontua.

Por fim, a médica resume o grande propósito de sua prática clínica, unindo a precisão técnica ao bem-estar emocional:

"A avaliação tem de ser muito criteriosa, olhando o que o espelho reflete e o que o paciente sente. A gente tem que ser um pouco psicóloga, um pouco médica, para entregar o que realmente faz a pessoa feliz. Cuidar da beleza traz felicidade, e não há como fugir disso."

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Giovanna Torreão

gtorreao@ne10.com.br

Coordenadora de Soft News no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Lidero equipes multidisciplinares na criação de conteúdo digital, estratégias de SEO e cobertura de entretenimento, cultura e estilo de vida.