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K-beauty: como adaptar a rotina de skincare coreana ao clima brasileiro?

Menos camadas, mais observação: a proposta é aproveitar a disciplina da K-beauty e ajustar os cuidados às necessidades da pele que vive no calor.

Por Myllena Wu Publicado em 28/08/2026 às 9:39

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A K-beauty, abreviação de “Korean beauty”, ajudou a popularizar no mundo a ideia de uma rotina de skincare baseada em disciplina e constância.

Com isso, rituais com várias etapas passaram a fazer parte do imaginário de quem acompanha tendências de beleza. Mas será que reproduzir todas elas faz sentido em um país de clima tropical como o Brasil?

Para a cosmetóloga Roseli Siqueira, que atua há mais de 50 anos na área, a resposta passa pela adaptação. A proposta é aproveitar o hábito de cuidar da pele diariamente, mas sem transformar uma sequência extensa de produtos em regra.

Temperatura, umidade, exposição ao ambiente, idade, sono e características individuais podem interferir na forma como a pele responde aos cuidados.

A ideia, portanto, é buscar luminosidade a partir de uma pele hidratada e com suas defesas naturais preservadas e não necessariamente pelo acúmulo de cosméticos.

Como adaptar a rotina de K-beauty ao clima brasileiro?

Unsplash/ibnu ihza
Imagem de produtos de skincare - Unsplash/ibnu ihza

Um dos pontos defendidos por Roseli é evitar a reprodução automática de tendências. Para a cosmetóloga, o uso frequente de fórmulas voltadas à renovação celular, especialmente quando combinado a muitas etapas, pode contribuir para a sensibilização da pele.

“A disciplina que as coreanas trouxeram foi muito positiva, porque ajudou a criar uma relação mais constante com os cuidados diários”, disse a profissional.

“Mas não precisamos reproduzir integralmente um ritual desenvolvido para outro clima e outro modo de vida. A pele brasileira precisa estar viva, energética, resistente e preparada para receber a luz e ganhar cor”, explica.

Nesse raciocínio, observar como a pele está em determinado momento se torna mais importante do que seguir uma lista fixa. A quantidade de produtos também pode ser reduzida quando fórmulas diferentes cumprem funções semelhantes.

O que usar de manhã e à noite no skincare?

Na rotina apresentada pela especialista, o cuidado matinal começa com a preservação da camada lipídica da pele. A orientação proposta é evitar uma higienização excessiva e, pela manhã, lavar o rosto apenas com água.

Em seguida, entram a Água Vital e a Máscara Sapajjos, da marca Roseli Siqueira, que deve permanecer por 15 minutos antes de ser retirada. Depois, a rotina segue com hidratação escolhida conforme as necessidades individuais.

À noite, a sugestão é fazer a limpeza e, posteriormente, aplicar produtos hidratantes e outros cuidados compatíveis com o estado da pele naquele momento. A massagem facial durante a aplicação também aparece como parte desse ritual mais atento.

A recomendação não significa que uma rotina extensa seja necessariamente inadequada para todas as pessoas. A principal questão é evitar acrescentar produtos apenas porque uma tendência se popularizou.

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Luminosidade não precisa vir do excesso de produtos

Para Roseli, o chamado “glow” está mais relacionado à aparência de uma pele hidratada e preservada do que ao brilho produzido pela sobreposição de cosméticos.

“Glow não é o brilho deixado pelo acúmulo de produtos. É a luminosidade de uma pele com energia, hidratação e proteção natural preservada. Podemos aproveitar a disciplina da K-beauty, mas precisamos traduzi-la para uma pele que vive em um país quente, toma sol e não precisa permanecer pálida para parecer bem cuidada”, afirma.

A proposta de uma K-beauty tropical, assim, não abandona a principal lição dos rituais coreanos: a constância. A diferença está em adaptar a quantidade e a escolha dos produtos à realidade de cada pele, evitando transformar tendências em obrigações.

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Myllena Wu

mlira@jc.com.br

Jornalista formada pelo Centro Universitário Maurício de Nassau (UNINASSAU). Com experiência em SEO e produção de conteúdo digital, integro o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) desde 2021 e atualmente sou repórter do Social1. Escrevo sobre beleza, bem-estar, saúde, astrologia, moda e cultura pop, com foco em entretenimento, filmes, séries, doramas e livros.