Rímel é a mesma coisa de máscara para cílios? Entenda por que o item de maquiagem começou a ser chamado das duas formas
Produto que costuma estar presente nas nécessaires de quem ama maquiagem tem dupla identidade explicada pela história. Saiba mais
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Máscara para cílios ou rímel? Se você tem o hábito de se maquiar, com certeza já se pegou alternando entre esses dois termos sem pensar duas vezes. Mas, afinal, eles são exatamente o mesmo produto?
A resposta curta é sim, hoje em dia eles servem para o mesmíssimo propósito: alongar, dar volume e destacar os fios dos olhos. No entanto, a história por trás desses nomes revela um clássico caso de como o sucesso de uma marca pode mudar o dicionário de um país inteiro.
De onde vem o rímel?
Para entender a origem do termo "rímel", precisamos viajar no tempo até a Inglaterra do século XIX. Em 1834, um jovem perfumista francês chamado Eugène Rimmel fundou a House of Rimmel em Londres.
Naquela época, os cosméticos para os olhos eram misturas caseiras, muitas vezes tóxicas e nada práticas. Eugène mudou o jogo ao desenvolver um dos primeiros produtos comerciais e seguros para escurecer os cílios. O produto fez tanto sucesso que o sobrenome do inventor virou sinônimo do próprio cosmético em vários cantos do mundo — incluindo o Brasil, Portugal, a França e a Itália.
É um fenômeno idêntico ao que aconteceu com marcas como Gillette (para lâminas de barbear), Bombril (para palha de aço) ou Band-aid (para curativos adesivos).
E de onde vem a "máscara"?
Se rímel é o nome que pegou por causa da marca pioneira, máscara para cílios é o nome técnico e genérico do produto. A palavra "máscara" vem do conceito de cobrir, disfarçar ou transformar algo — que é exatamente o que o produto faz ao pigmentar e encorpar os fios.
Nos bastidores da indústria e entre os profissionais de maquiagem, o termo técnico é o preferido, até porque a marca Rimmel continua existindo de forma independente no mercado global de cosméticos.